Distopias literárias: os livros que previram (e alertaram sobre) o futuro
De 1984 a Jogos Vorazes, a ficção distópica é o gênero que mais acerta sobre o futuro. Uma análise de como esses livros moldaram o debate político e social.
Crie uma conta gratuita e continue exatamente desta página.
Crie uma conta gratuita e continue exatamente desta página.
Memórias da casa dos mortos narra em forma de romance um dos períodos mais difíceis da vida de Dostoiévski (1821-1881): os anos em que passou na prisão. Em 1849, ele foi condenado à morte por debater ideias 'revolucionárias'. Porém, minutos antes do fuzilamento, sua pena acabou sendo comutada por quatro anos de prisão e trabalho forçado na Sibéria. Essa fase, de 1850 a 1854, deixaria marcas profundas no escritor, que transformou a dor do confinamento neste livro. Publicada em capítulos entre 1860 e 1862 na revista Mundo Russo, a obra beira o relato documental, já que foi construída a partir das anotações que o escritor fez às escondidas, dos diálogos que presenciou e também das suas próprias impressões. Por meio do personagem de Alieksandr Pietróvitch, assassino confesso da própria mulher, Dostoiévski constrói um brutal e minucioso relato do dia-a-dia dos prisioneiros. Aqui, o grande autor perscruta a fundo a alma de cada um deles, revelando o sofrimento físico e mental do cárcere e a progressiva e total anulação da individualidade, sem deixar de lado a crítica a um sistema que fomenta o ódio e que não se preocupa em recuperar os cidadãos para a sociedade. Memórias da casa dos mortos foi um êxito na época do seu lançamento e abriu uma nova fase na carreira do autor, que nunca se recobrou de ficar frente a frente com o terror e de conviver com homens que não diferenciavam o bem e o mal. É deste enfrentamento que emergem sua grandes obras literárias.
Outros livros de FióDor DostoiéVski
Livros na mesma categoria
Dicas e recomendações para leitores
De 1984 a Jogos Vorazes, a ficção distópica é o gênero que mais acerta sobre o futuro. Uma análise de como esses livros moldaram o debate político e social.
O gênero que mais cria leitores viciados em "mais um capítulo". Uma seleção dos thrillers e suspenses mais viciantes dos últimos anos, nacionais e internacionais.
Ciência confirma: ler regularmente melhora a memória, reduz o estresse e aumenta a empatia. Veja o que a pesquisa diz e como incorporar a leitura na sua rotina.
Para escolas, universidades, autores e editoras