Poesia para quem nunca entendeu poesia: um guia sem pretensão
A maioria das pessoas acha que não entende poesia. Mas poesia não precisa ser entendida como uma equação, precisa ser sentida. Um guia honesto para quem quer dar uma chance ao gênero.
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José Ortega y Gasset (1883–1955) Foi um distinto filósofo e escritor espanhol, um dos mais prolíficos de todo o século XX. Formado na Universidade de Madri, concluiu seus estudos na Alemanha — especialmente em Marburg, na pura tradição neokantiana de Cohen e Natorp. Voltou ao seu país, entretanto, com o objetivo de fazer renascer uma filosofia que partisse da genuína experiência espanhola e de revitalizar a vida intelectual na Espanha. Ao movimento impulsionado pelo criador da Revista de Occidente convencionou-se chamar “Escola de Madri”, a qual incluía os nomes de Xavier Zubiri, Julián Marías, María Zambrano e outros. Tendo participado da Constituinte de 1931, e elegendo-se deputado por Leão, Ortega desiludiu-se com a política e passou a guardar um profundo silêncio a esse respeito. Na Guerra Civil, exilou-se voluntariamente na Argentina. Regressou após a II Guerra e fundou o Instituto de Humanidades, mas logo se complicou com o regime e passou a dar conferências no exterior. Em seus livros, como Meditações do Quixote (1914) e A rebelião das massas (1930), revela o brilhantismo quase insuperável de sua escrita, que, como ele mesmo diz, parece “fazer saltar do livro uma mão que pegasse o leitor pelo colarinho”. A ideia central de sua filosofia é o que chama de razão vital, e a consideração de que a vida — a de cada um de nós — é a realidade básica que inclui todas as outras.
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