Como escolher o próximo livro para ler (sem gastar horas decidindo)
A paralisia da escolha atinge todo leitor. Com mais de um milhão de livros publicados por ano, como decidir o próximo? Veja estratégias práticas para escolher bem e rápido.
Crie uma conta gratuita e continue exatamente desta página.
Crie uma conta gratuita e continue exatamente desta página.
A linguagem de Manoel de Barros se insurge contra o convencional, o grandioso e o mercantil. Matéria de poesia é, nesse sentido, um livro revolucionário, um contraponto a tudo aquilo que a civilização rejeita como menor. Com prefácio de Mia Couto e imagens do acervo pessoal do poeta. “Todas as coisas cujos valores podem ser / disputados no cuspe à distância / servem para poesia.” Assim começa Matéria de poesia , livro publicado originalmente em 1974 em que Manoel de Barros explicita do que é “feita” sua arte. Pois ela é composta de versos que são frases ritmadas ao rés do chão, nascidas da atenta observação do que não é importante. A matéria da poesia une palavras e coisas. Quase um manifesto que reflete o projeto de escrita de Manoel, os poemas reunidos neste volume unem seres e objetos aparentemente inconciliáveis. Nesta que é uma de suas obras mais importantes, se destacam também o apurado trabalho com a linguagem e o olhar para as coisas miúdas da natureza, nomeadas como se estivessem sendo vistas pela primeira vez. Afinal, nas palavras do próprio poeta: “As coisas jogadas fora/ têm grande importância”. “Fala-se muito da capacidade de criação de neologismos do poeta do Pantanal. Creio que o seu mérito é bem mais do que a conquista do novo vocábulo. Manoel revela toda uma língua que não há para nomear criaturas que existem numa dimensão que, sendo onírica, é tão real como qualquer outra.” — Mia Couto, do prefácio do livro “A partir de Matéria de poesia, o poeta passa a ser mais metalinguístico, parte de pequenos bichos aquáticos, insetos e ‘inutensílios’ (trastes sem préstimo) para compor uma espécie de cosmologia oculta.” — Manuel da Costa Pinto, Folha de S.Paulo
MANOEL DE BARROS nasceu em Cuiabá, no Mato Grosso, em 1916. Viveu no Rio de Janeiro por mais de trinta anos, antes de voltar ao Pantanal. É autor de dezoito livros de poesia, além de livros infantis e relatos autobiográficos. Um dos maiores nomes da poesia brasileira, recebeu inúmeras premiações. Faleceu em 2014, aos 97 anos.
Outros livros de Manoel de Barros
Livros na mesma categoria
Dicas e recomendações para leitores
A paralisia da escolha atinge todo leitor. Com mais de um milhão de livros publicados por ano, como decidir o próximo? Veja estratégias práticas para escolher bem e rápido.
Registrar o progresso de leitura vai muito além de saber em qual página você parou. Veja como o acompanhamento transforma a motivação, a disciplina e até a compreensão dos textos.
Uma meta de leitura bem definida aumenta drasticamente a chance de você ler mais. Aprenda a calcular uma meta realista, como acompanhá-la e o que fazer quando ficar para trás.
Para escolas, universidades, autores e editoras