Como criar (e manter) o hábito de leitura de uma vez por todas
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O Manual Jurídico Feminista foi escrito por diversas mulheres juristas que discutem a importância de se abordar o feminismo no direito. A intenção do Manual é de lutar por um direito menos hostil para as mulheres e para grupos socialmente vulneráveis. “Desde muito cedo nós, mulheres, aprendemos a dolorosa lição da subalternidade. Temos lugar no mundo, mas não é o nosso espaço de fato. O lugar que nos é dado não nos representa. O que é ofertado passa por uma questão de condescendência e não de reconhecimento. Esse livro surge da inquietação e da recusa. Recusa a um lugar que não reconhecemos como nosso, que não apreciamos e que nos causa repulsa. Inquietação, porque nenhuma mulher deseja menos do que a equidade de gênero. E o Direito é um ambiente hostil às mulheres. Ele surge e perdurou por um longo tempo como instrumento de legitimação da violência de gênero. Nosso Manual Jurídico Feminista é um libelo de insurreição – como somente mulheres são capazes de fazer. Ele propõe que façamos uma reinterpretação da ciência jurídica sob a luz da equidade de gênero. Trata-se de uma obra escrita por juristas de todos os lugares do país e que declara guerra ao machismo na doutrina jurídica. Não é uma revanche contra os homens, muito pelo contrário. Defendemos a equidade de gênero e o respeito as subjetividades de mulheres e homens. O livro em questão desafia mulheres e homens de carreira jurídica repensar o Direito a partir da voz, escrita e condição feminina. O silenciamento das mulheres grita fundo dentro de cada uma de nós, por isso é tão importante exercermos nosso local de fala também pela escrita e por uma forma diferente e desafiadora de capaz de repensar os institutos jurídicos sob a ótica da teoria feminista crítica. Eu espero que o feminismo que pulsa em cada uma de nós toque o seu âmago e percepção jurídica, mas alerto: quando isso acontecer, a forma como você enxerga o Direito nunca mais será a mesma! Que comece o show do feminismo jurídico!” - Profa. Dra. Carolina Valença Ferraz, Feminista, ativista em direitos humanos, pesquisadora em diversidade - Coordenadora
CAROLINA VALENÇA FERRAZ Doutora e mestra pela PUC/SP, professora universitária, advogada, ativista em direitos humanos, feminista interseccional, mãe do incrível Vini Ferraz, o carinha que é uma revolução ambulante, sonhadora, idealista e esperançosa em tempos tão cruéis alguém que sofre em demasia pela perda de tantos valores, da empatia e da humanidade!
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