Os melhores livros sobre feminismo para todos os níveis de leitura
Do manifesto clássico ao ensaio contemporâneo, o feminismo tem uma biblioteca vasta e acessível. Uma seleção para quem quer entender o movimento que transformou o mundo.
Crie uma conta gratuita e continue exatamente desta página.
Crie uma conta gratuita e continue exatamente desta página.
A Editora Estação Liberdade anuncia a publicação de Malina, da escritora austríaca Ingeborg Bachmann, que teve relações conturbadas com Paul Celan, Max Frisch e outros. Considerada uma das figuras mais importantes e complexas da literatura de língua alemã do pós-guerra, Bachmann foi uma escritora visionária que explorou com intensidade temas como a identidade feminina, a linguagem, a violência e o amor. Parte do Grupo 47, Bachmann tem sua escrita fortemente marcada pela mistura de melancolia e fragmentos do passado. Ingeborg Bachmann escreveu Malina, seu único romance, para que fosse o primeiro volume de uma trilogia nunca finalizada. De modo poético, e com atmosfera enevoada, é narrado por uma mulher que, através de memórias e sonhos, traz à luz muito do que se esconde nas sombras: a subjetividade e trauma femininos, a violência masculina, um peculiar triângulo amoroso. Bachmann, de vida tão trágica, opera um salto mortal neste romance que virou as letras austríacas de ponta-cabeça. A tradução da obra ficou a cargo de Carla Bessa. Além de Ingeborg Bachmann, traduziu outros autores de língua alemã como Max Frisch e Thomas Mann. Também é autora de ficção, com destaque para o livro de contos Urubus, que foi traduzido para diversas línguas, ganhou o prêmio Jabuti e ficou em segundo lugar no Prêmio Clarice Lispector, promovido pela Biblioteca Nacional. Acreditamos que a publicação de Malina oferece uma excelente oportunidade para revisitar e redescobrir a genialidade de Ingeborg Bachmann.
nasceu em Klagenfurt, Áustria, em 1926. Escreveu uma tese de doutorado que trata de Heidegger e Wittgenstein. Trabalhou inicialmente como roteirista de radionovela. Aclamada como poeta, escreveu também contos, este romance e libretos de ópera, além de ter assinado traduções. Sua carreira literária foi impulsionada pelo escritor Hans Weigel e pelo círculo literário conhecido como Gruppe 47, do qual fizeram parte Günter Grass, Heinrich Böll, Paul Celan, Peter Weiss, entre outros. A relação com o escritor suíço Max Frisch, toda imbuída de proximidade e estranhamento, admiração e rivalidade, ciúmes e impulsos destrutivos, revela também a dificuldade de morar e escrever sob um mesmo teto. Ao cabo de cinquenta anos, o veto à publicação da correspondência entre eles foi derrubado pelo irmão, sendo publicada em 2023. Outra correspondência de Bachmann também publicada é a com Paul Celan, em que se pode ler um diálogo íntimo e literário que durou anos. Da parte dela, o que se pode observar nas cartas são discussões sobre forma literária, política, luta pelo reconhecimento feminino dentro de uma sociedade patriarcal, entre outros temas que a seu modo também se encontram neste Malina. No Brasil, tem publicada a antologia O tempo adiado e outros poemas (Todavia, 2020). Faleceu em Roma, aos quarenta e sete anos, por complicações de queimaduras e intoxicação depois do incêncio em seu apartamento provocado por um cigarro mal apagado.
Outros livros de Ingeborg Bachmann
Livros na mesma categoria
Dicas e recomendações para leitores
Do manifesto clássico ao ensaio contemporâneo, o feminismo tem uma biblioteca vasta e acessível. Uma seleção para quem quer entender o movimento que transformou o mundo.
Ciência confirma: ler regularmente melhora a memória, reduz o estresse e aumenta a empatia. Veja o que a pesquisa diz e como incorporar a leitura na sua rotina.
Educação financeira deveria ser matéria escolar. Como não é, estes livros fazem o trabalho, do básico ao avançado, do orçamento doméstico ao mercado global.
Para escolas, universidades, autores e editoras