Como manter a concentração durante a leitura na era das distrações
O smartphone acabou com nossa capacidade de atenção, ou será que não? Técnicas comprovadas para ler com profundidade mesmo quando o cérebro insiste em pedir estímulo a cada minuto.
Crie uma conta gratuita e continue exatamente desta página.
Crie uma conta gratuita e continue exatamente desta página.
Ao se referir ao papel desempenhado pela escola na vida dos adolescentes, no contexto de uma discussão sobre o suicídio ocorrida em 1910, Sigmund Freud observa que ela deveria não apenas não os incitar a tal resolução, mas também fazê-los ter prazer em viver e oferecer-lhes apoio e amparo numa faixa etária em que se sentem obrigados, pelas próprias condições de seu desenvolvimento, a afrouxar os laços com a casa de seus pais e sua família. Sabe-se que a escola, como se lê na sequência de sua argumentação, permanece aquém de tal tarefa e que isso normalmente não é um problema, desde que não queira reivindicar para si o que há de implacável na vida ou tornar-se um desafio ainda maior do que já o é. Os 12 textos aqui reunidos se originaram, sobretudo, de preocupações de pesquisa, extensão e supervisão clínica de professores e psicanalistas de diferentes regiões do Brasil envolvidos com um período posterior da formação dos jovens, a passagem pela vida universitária, na qual se descortinam, diversas vezes, quadros de angústia, errância e urgência subjetiva, cujos desdobramentos podem envolver uso abusivo de álcool e drogas, autolesões e mesmo suicídio. A um real que aos jovens parece impossível de suportar a universidade, a despeito de um esforço cada vez maior de estruturar em seu território dispositivos de atenção que os acolham, não consegue tampouco estar à altura do desafio de sempre responder de maneira eficaz aos padecimentos que eles vivenciam. As reflexões e ponderações que se seguem, advertidas dos perigos da adesão imediata a modos tradicionais de abordagem e do recurso a teorias consagradas e acabadas, buscam propiciar a adolescentes e jovens, mesmo que indiretamente, um lugar no circuito da palavra, ou seja, promover modos de escuta que levem em conta um objeto de atenção sempre peculiar e paradoxal, posto que construído a partir da vida pulsional e dos investimentos feitos pelo sujeito em seus modos de enlace com os outros. Em resposta a inibições, sintomas e diferentes configurações de acting out e passagem ao ato que mobilizam o corpo, adoecendo-o ou mortificando-o, declinam-se leituras que, em alguns casos apoiadas na literatura especializada ou na arte, priorizam os impasses e as soluções que cada um encontra para o próprio mal-estar, não sem o concurso de políticas públicas e demais recursos de educação, saúde e desenvolvimento social.
Livros na mesma categoria
Dicas e recomendações para leitores
O smartphone acabou com nossa capacidade de atenção, ou será que não? Técnicas comprovadas para ler com profundidade mesmo quando o cérebro insiste em pedir estímulo a cada minuto.
Da Jane Austen ao romance brasileiro contemporâneo, o gênero que mais vende e mais une pessoas ao redor de histórias de amor. Uma seleção para quem quer sentir tudo.
Uma seleção dos paradidáticos mais usados em escolas brasileiras, por disciplina, faixa etária e nível de leitura. Para professores que querem fazer o aluno querer ler o livro indicado.
Para escolas, universidades, autores e editoras