Como ler clássicos da literatura sem sofrer
Clássicos intimidam. Linguagem difícil, contexto histórico distante, narrativa lenta. Mas há estratégias que tornam essa leitura não só suportável, mas prazerosa. Guia prático para iniciantes.
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Destituída de sabor, a memória é canal de dados. Sensações (aromas, afagos, sabores) distinguem momentos vividos. Emoções presentes ativam experiências rememoradas. Movidos pelo agora, retomamos, rearranjamos, narramos. Norton da Rosa Jr., em Magnólias 57, estabelece diálogos entre o narrador e o leitor. Conflitos passados desfilam como experiências revividas. A narrativa colore-se com as cores do arco-íris, reflexo de fenômenos luminosos ocorridos em outro lugar. Ao acompanhar a narrativa, resistimos ao processamento de dados, interessado em atingir o consumidor. A narrativa faz da biopolítica biografia.
Psicanalista, doutor em Psicologia Social (UFRGS), autor dos livros: Lacan com Hamlet e alguns outros (Escuta, 2022), Ensaio sobre as pedofilias (Escuta, 2021), Perversões: o desejo do analista em questão (Appris, 2019).
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