Como ler clássicos da literatura sem sofrer
Clássicos intimidam. Linguagem difícil, contexto histórico distante, narrativa lenta. Mas há estratégias que tornam essa leitura não só suportável, mas prazerosa. Guia prático para iniciantes.
Crie uma conta gratuita e continue exatamente desta página.
Crie uma conta gratuita e continue exatamente desta página.
A escrita de Susy Freitas tem pique de arrebatamento. É uma escrita-grimório que lida com encantamentos e desencantamentos, sortilégios e feitiços de fetiches, mas não de uma forma caricatural, como anda em voga, explorando um xamanismo ancestral cheio de fundamentalismo identitário. Nada disso. Muito melhor e mais instigante, porque é uma escrita de encruzilhada verbal, capitaneando os chamamentos da atualidade feroz, onde as mitologias da Amazônia, como zona franca faroeste, inferno verde com fronteiras clandestinas e oficiais, entram em fusão de cruzamento com as mitologias dos campos de força da Antiguidade representados pelas reservas encurraladas, corrompidas, dos ditos indígenas. As entidades evocadas & invocadas saem do choque & fusão entre o bioma selvagem raiz & o urbeoma que chega forasteiro, cheio de tecnoselvageria de consumo civilizado. Os dois biomas, entranhados na escrita contundente de Susy, misturando fantasmas de vapor, tomando banho usando jaquetas de couro, sonhando nas folhas e nos bebês aliens em expansão, mexendo com pedais de distorção, na aceleração corporal de uma Baby Love Mãe, nas motos cercando as torres de observação, e nas rezas agitando espíritos celestes para que a baba chuvosa geradora dos rios aéreos volte a marcar sua presença. A escrita de Susy Freitas é uma escrita-grimório saída de uma Amazônia mixada e desconcertante. Porque Susy, a exemplo das suas personagens, é uma amazona desconcertante e remixada, escancarando em sua escrita a pulsação acelerada de tudo o que acontece no Norte das nossas vidas.
Susy Freitas nasceu e vive em Manaus, Amazonas. Tem três livros de poesia publicados: Véu sem voz (editora Bartlebee); Alerta, Selvagem (editora Patuá), vencedor do Prêmio Literário Cidade de Manaus; e Carrego meus furos comigo (editora Urutau), além de textos em antologias, zines e revistas literárias no Brasil, Portugal e Grécia. É uma das editoras da Revista Torquato, publicação amazonense com foco em literatura e artes visuais. Madnaus é seu livro de estreia na prosa.
Outros livros de Susy Freitas
Livros na mesma categoria
Dicas e recomendações para leitores
Clássicos intimidam. Linguagem difícil, contexto histórico distante, narrativa lenta. Mas há estratégias que tornam essa leitura não só suportável, mas prazerosa. Guia prático para iniciantes.
Além dos clássicos de gestão, há obras pouco conhecidas que deram vantagem competitiva real a empreendedores de sucesso. Uma lista do que realmente importa, não o que está em todo top 10.
A guerra entre o papel e a tela não tem um vencedor único, depende do leitor e do contexto. Conheça os prós e contras de cada formato e como tirar o melhor dos dois.
Para escolas, universidades, autores e editoras