Os melhores livros de neurociência para leigos curiosos
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Coleção Biblioteca Luso-Brasileira
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Macunaíma é a obra-prima de Mário de Andrade. O personagem que dá nome ao romance, preguiçoso, traiçoeiro e sem caráter, tem origem mítica. Nascido preto retinto no seio da Floresta Amazônica, transforma-se em príncipe loiro de olhos azuis, ao mergulhar em um poço mágico. Expulso da tribo por suas malvadezas, ele captura Ci, a Mãe do Mato e, com ela, tem um filho. Após a morte da criança, a mãe vai para o céu, mas não sem antes dar a Macunaíma o amuleto mágico muiraquitã. Após perder a pedra, o herói se aventura para recuperá-la em “São Paulo, a maior cidade do universo”. Publicado em 1928, o livro tem uma estrutura inovadora, sem ordem cronológica ou espacial. Esteticamente, remete a estilos de vanguarda, como o Dadaísmo, o Futurismo, o Expressionismo e o Surrealismo. Macunaíma representa o multiculturalismo brasileiro, cultuado pelo Movimento da Antropofagia. A obra foi adaptada para o cinema, em 1969, e para o teatro, no ano seguinte. Edição integral, com notas explicativas para os termos não usuais, para facilitar a compreensão da obra.
Poeta, ensaísta, romancista, crítico literário, musicólogo e folclorista, Mário de Andrade foi uma das forças motrizes do movimento Modernista, um dos principais acontecimentos da vanguarda artística no Brasil. Com Oswald de Andrade, Menotti Del Picchia, Anita Malfatti e Tarsila do Amaral, Mário de Andrade formou o Grupo dos Cinco, que encabeçou a Semana de Arte Moderna de 1922. Nascido em 1893, morou durante quase toda a vida no número 320 da Rua Aurora, na capital paulista, que hoje abriga a Oficina da Palavra Casa Mário de Andrade. Na infância, o autor destacou-se como pianista, tendo estudado no Conservatório Dramático e Musical de São Paulo. Após sua habilidade ter sido afetada por um tremor nas mãos, enveredou pela Literatura. Mário de Andrade foi um dos idealizadores do Departamento de Cultura da cidade de São Paulo, do qual foi diretor, e do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Morreu em 25 de fevereiro de 1945 e é considerado um dos pilares da Literatura nacional.
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