Literatura brasileira: os clássicos que todo leitor deveria conhecer
A literatura brasileira produziu obras extraordinárias que dialogam com o melhor da literatura mundial. Um guia pelos clássicos essenciais, do Romantismo ao Modernismo.
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Em terceiro volume de tetralogia sobre Mussolini, Scurati narra a maneira catastrófica como a Itália entra na Segunda Guerra Em 3 de maio de 1938, Mussolini, ao lado de Vittorio Emanuele III e do ministro das Relações Exteriores, Ciano — genro dele —, aguarda o comboio em que Hitler e seus asseclas vão desembarcar na Itália para uma visita oficial que passará por Roma, Nápoles e Florença. Algumas semanas antes, Hitler proclamou a anexação da Áustria, e Mussolini, depois de ter decidido retirar a Itália da Liga das Nações, está se preparando para promulgar uma legislação racial de severidade sem precedentes, acompanhando os passos da Alemanha. Com precisão febril e uma narrativa envolvente, Antonio Scurati reconstrói o delírio assustador de Mussolini, pateticamente iludido ao pensar que poderia influenciar as decisões do Führer, e a trajetória que percorreu até a noite de junho de 1940, quando, embora ciente do despreparo da Itália, da sacada do Palazzo Venezia proclama “a hora das decisões irrevogáveis”. A Itália entraria na guerra. Neste terceiro volume do seu grande projeto literário, Scurati enquadra o fatídico triênio de 1938 a 1940, o auge do autoengano da Itália fascista, que se curva à infâmia das leis raciais e à aliança com a Alemanha nazista, e reconstitui os últimos dias de uma Europa abalada por atos de abuso bárbaro e incapaz de escapar da maldição do totalitarismo. Um romance trágico e poderoso, que também se mostra um painel de advertências quanto ao nosso futuro.
Nascido em Nápoles, em 1969, Antonio Scurati é professor de literatura comparada e escrita criativa na Universidade de Comunicação e Línguas (IULM) de Milão. É colunista do Corriere della Sera e já ganhou os principais prêmios de literatura na Itália. Estreou em 2002 com Il rumore sordo della battaglia, que ganhou os prêmios Kihlgren, Fregene e Chianciano. Em 2005, com o romance histórico Il sopravvissuto, conquistou a edição XLIII do prêmio Campiello. Com Una storia romantica, de 2007, recebeu o Mondello, e em 2015, com Il tempo migliore della nostra vita, recebeu o Viareggio e outras premiações, como o de Seleção Campiello. M, o filho do século, de 2018, laureado com o prêmio Strega, o mais importante da literatura italiana, é um best-seller mundial cujos direitos foram adquiridos para adaptação em série.
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