Distopias literárias: os livros que previram (e alertaram sobre) o futuro
De 1984 a Jogos Vorazes, a ficção distópica é o gênero que mais acerta sobre o futuro. Uma análise de como esses livros moldaram o debate político e social.
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"Luz", livro quase impossível: um passeio saboroso pela língua usando, inclusive os patins do concretismo, da poesia visual. Contraponto onírico ao excesso de realidade cotidiana, delicadezas poéticas nos saraus e tantas outras luzes de ribalta. O que mantém o sonho vivo é que todes tenham comida, água e livros livros livros. Ave, palavra, flor do asfalto, que nasce das sen-si-bi-li-da-des sinceras e releituras singelas de Milton Nascimento, Fernando Pessoa, Drummond, Câmara Cascudo e outres extemporâneos. Arte nas ruas onde não há chão normal. Contra a linha dura a linha da cintura. Evoé! Tirar o chapéu, a roupa toda, despirmo-nos de todos os uniformes e ocuparmo-nos da matéria imaterial. A crítica social sem palanques fáceis, verborragias desimportantes e panfletismo barato. É (a) partir da própria poesia. E cantar o amor desbragadamente, em alto som. A dicção própria do poema, próxima, ida e volta entre raízes de diamantes, a ourivesaria do poeta e a militância em sua própria forma, em seu ressignificar. "Luz" !
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