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Em Luto e melancolia, Sigmund Freud investiga a distinção entre o luto – reação esperada à perda – e a melancolia, experiência mais obscura e difícil de nomear. Publicado pela primeira vez em 1917 e considerado um dos textos fundamentais da psicanálise, o ensaio examina os mecanismos psíquicos envolvidos na perda, mostrando como, na melancolia, o sujeito sofre não apenas pela ausência do outro, mas também dirige contra si mesmo os afetos ligados a esse objeto. Articulando perda, identificação e ambivalência, Freud formula uma das contribuições mais influentes da psicanálise, abrindo caminho para pensar as relações entre amor, destrutividade e identidade. Referência decisiva no debate brasileiro sobre a tradução de Freud, a versão de Marilene Carone tornou-se um marco pela precisão conceitual e pelo rigor crítico. Esta nova edição recupera integralmente sua tradução, introdução e notas, acompanhadas dos mesmos textos de Maria Rita Kehl, Modesto Carone e Urania Tourinho Peres. Mais do que uma teoria sobre o sofrimento psíquico, este texto propõe uma reflexão radical sobre o modo como nos constituímos a partir daquilo e daqueles que perdemos.
Sigmund Freud nasceu em 1856, em Freiberg (atual República Tcheca). Médico neurologista e fundador da psicanálise, formou-se pela Universidade de Viena e, a partir de estudos sobre a histeria em diálogo com Jean-Martin Charcot e Josef Breuer, desenvolveu a teoria do inconsciente. Exilou-se em Londres em 1938, onde faleceu em 1939. Entre suas principais obras estão A interpretação dos sonhos (1900, Companhia das Letras), Três ensaios sobre a teoria da sexualidade (1905, Companhia das Letras), Totem e tabu (1913, Companhia das Letras), Além do princípio do prazer (1920, Companhia das Letras) e O mal-estar na civilização (1930, Companhia das Letras).
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