Como recomendar livros para amigos sem arruinar a amizade
Todo leitor apaixonado já passou pela frustração: indicou um livro que mudou sua vida e a pessoa achou chato. Aprenda a recomendar de forma que realmente funciona, e preserve a amizade.
Crie uma conta gratuita e continue exatamente desta página.
Crie uma conta gratuita e continue exatamente desta página.
“Lugar nenhum” e outros contos reúne histórias da russa Nadiejda Téffi (1872–1952) que vão levar jovens (e adultos!) a exercitar todo tipo de riso: o riso largo, o riso de canto de boca, o riso terno, o riso entre lágrimas... As narrativas, sempre argutas e surpreendentes, tratam de nossa própria incoerência, dos adoráveis “absurdos” da lógica das crianças, das armadilhas da vida moderna, da procura infindável por algo. Dona de um estilo inconfundível, Téffi ficou conhecida principalmente pela prosa curta e pelo humor original e crítico, que podia se revelar em relatos da realidade cotidiana, de dilemas sociais, de pensamento filosófico, do universo lúdico infantil. Como escreve no prefácio Raquel Toledo, “algumas histórias podem parecer brincadeiras de criança, enquanto outras beiram a fantasia dos contos maravilhosos ou das narrativas de ficção científica, mas todas elas trazem, às vezes de forma sutil, reflexões importantes sobre formas de colocar-se no mundo, de entender-se sujeito”. A presente coletânea é uma porta de entrada ao universo de Téffi, revelando vários ângulos de sua escrita versátil, ágil e inteligente. A infância e juventude são retratadas em “O exame”, “Kátia”, “Talento”, “Na datcha”, “As férias” e “Sou feliz”, contos que trazem protagonistas crianças e mulheres. A autora explora pequenas delicadezas da linguagem e do pensamento infantil e as doces aflições da puberdade. Mas a narração de Téffi não é eficaz apenas ao enfocar a minúcia, o particular, mas também o quadro geral. Os hilariantes “A vida e o colarinho” e “Don Juan” mostram os apuros de se viver no mundo moderno. O retrato cômico de nosso comportamento social sem nexo, muitas vezes deflagrado pelo olhar desautomatizante da criança, aparece em “Em vez de política”, “Revendo valores” e “Mítia”. Já “Os hominídeos” e “Preguiça” refletem com uma ótica irônica e inusitada sobre o destino da espécie humana.
Outros livros da mesma coleção
Livros na mesma categoria
Dicas e recomendações para leitores
Todo leitor apaixonado já passou pela frustração: indicou um livro que mudou sua vida e a pessoa achou chato. Aprenda a recomendar de forma que realmente funciona, e preserve a amizade.
Ambiente importa tanto quanto disciplina para criar o hábito de leitura. Pequenas mudanças no espaço físico aumentam drasticamente o tempo que você passa com livros nas mãos.
Reler um livro que você amou parece perda de tempo quando há tanto ainda para ler. Mas a releitura revela camadas que a primeira passagem não alcança, e diz algo sobre quem você se tornou.
Para escolas, universidades, autores e editoras