Poesia para quem nunca entendeu poesia: um guia sem pretensão
A maioria das pessoas acha que não entende poesia. Mas poesia não precisa ser entendida como uma equação, precisa ser sentida. Um guia honesto para quem quer dar uma chance ao gênero.
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Obra incontornável de Fernando Pessoa, o Livro do desassossego ganha nova edição revista e atualizada com organização do especialista Richard Zenith — autor de Pessoa: Uma biografia — e posfácio inédito da célebre crítica literária Leyla Perrone-Moisés. Publicado pela primeira vez em 1982, quase cinco décadas depois da morte de Fernando Pessoa, o Livro do desassossego se tornou um marco da literatura. Escrito por Bernardo Soares — personagem fictício considerado um “semi-heterônimo” de Pessoa pela indiscutível proximidade com o autor —, o volume recolhe cerca de quinhentos fragmentos em prosa que abordam o desconforto do indivíduo em relação à sociedade em que vive. Nos trechos recolhidos neste volume, o tom depressivo ganha forma numa náusea constante que atinge não apenas as dimensões intelectual e afetiva, mas também o plano físico. É como se “a existência da própria alma”, de acordo com o narrador, fosse capaz de engendrar um permanente “incômodo dos músculos”. Seja pelo estilo fragmentário, tão representativo dos nossos tempos, seja pelo esforço em buscar significado em uma vida que muitas vezes parece esvaziada de sentido, o Livro do desassossego impressiona por sua radical atualidade.
Autor de uma obra extraordinária e plural, FERNANDO PESSOA nasceu em 1888, em Lisboa. Sua produção se desdobraria em muitos heterônimos, sendo Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis os mais célebres. Mensagem, de 1934, foi o único livro publicado em vida com a assinatura de Fernando Pessoa. O escritor morreu em 1935, em Lisboa.
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