Como ler clássicos da literatura sem sofrer
Clássicos intimidam. Linguagem difícil, contexto histórico distante, narrativa lenta. Mas há estratégias que tornam essa leitura não só suportável, mas prazerosa. Guia prático para iniciantes.
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Reunidas aqui estão as conferências proferidas durante o III Congresso Internacional a língua de/em Vico, ocorrido na Universidade Federal de Uberlândia. O livro põe assim em colóquio os estudos sobre Vico latino-americanos, feitos nas universidades do Brasil e do Chile, com aqueles europeus, da Itália, da França e da Espanha, proporcionando aos seus leitores um resumo do atual estado da arte dos estudos viquianos nessas diferentes partes do mundo. Os estudos publicados dão conta das diferentes nuances, desenvolvimentos e descontinuidades desse tema tão caro ao autor napolitano e procuram delimitá-lo assumindo como critério um duplo recorte analítico, ou considerando, de um lado, o Vico “filósofo da linguagem”, moderno pensador do fenômeno antropológico da língua em seus aspectos cognitivo, religioso, político e jurídico, e do outro, o Vico “escritor” de poemas, orações e da monumental Scienza nuova, o hábil e genial autor de um sistema filosóco único também em sua expressão literária. O livro articula e coloca em debate duas grandes e tradicionais vertentes dos estudos sobre Vico, a saber, aquela mais vasta, interessada em investigar as “tramas”da filosofia a viquiana da linguagem – sejam suas apropriações da retórica e da poética clássicas, ou as antecipações das discussões contemporâneas no campo da linguística e da hermenêutica – e aquela vertente menos expressiva, mas não menos importante, que se debruça sobre a escrita viquiana inquirindo seja o estilo poético dantesco da Scienza nuova ou o recurso frequente de Vico ao icônico e alegórico.
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