Distopias literárias: os livros que previram (e alertaram sobre) o futuro
De 1984 a Jogos Vorazes, a ficção distópica é o gênero que mais acerta sobre o futuro. Uma análise de como esses livros moldaram o debate político e social.
ExperiêNcias de Transmissão Cultural nos Dias de Hoje
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“No princípio não era o verbo, e sim a voz” — é o que nos diz, a certa altura deste livro, Michèle Petit, antropóloga, pesquisadora do Laboratório de Dinâmicas Sociais e Recomposição dos Espaços, do CNRS, da França, lembrando que a palavra não existe desvinculada do humano, de sua presença física, de sua corporeidade. Apresentando casos de leitura partilhada no Brasil, na Argentina, na Colômbia e em muitos outros países, Ler o mundo: experiências de transmissão cultural nos dias de hoje oferece um sem-número de exemplos de práticas bem-sucedidas que associam a palavra à memória e à imaginação, mas também à história, à geografia, ao corpo, ao teatro, à dança, à jardinagem — em resumo, a toda experiência de ordem sensível ou intelectual que nos coloca em contato direto com o outro e com o mundo. Ciente da complexidade da vida contemporânea e do lugar que nela ocupam as novas tecnologias, Ler o mundo é um manifesto lúcido e necessário — voltado a um público amplo, mas especialmente adequado para educadores, bibliotecários e agentes culturais das mais diferentes esferas — sobre a importância da leitura e seu papel ativo na criação de sociedades que se querem livres e democráticas.
Michèle Petit é antropóloga, pesquisadora do Laboratório de Dinâmicas Sociais e Recomposição dos Espaços, do Centre National de la Recherche Scientifique, na França, no qual ingressou em 1972. Desde 2004 coordena um programa internacional sobre “a leitura em espaços de crise”, compreendendo tanto situações de guerra ou migrações forçadas como contextos de rápida deterioração econômica e grande violência social. Com obras traduzidas em vários países da Europa e da América Latina, Michèle Petit já lançou no Brasil Os jovens e a leitura (2008, Selo “Altamente Recomendável” da FNLIJ), A arte de ler (2009) e Leituras: do espaço íntimo ao espaço público (2013), todos pela Editora 34.
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