Como ler clássicos da literatura sem sofrer
Clássicos intimidam. Linguagem difícil, contexto histórico distante, narrativa lenta. Mas há estratégias que tornam essa leitura não só suportável, mas prazerosa. Guia prático para iniciantes.
Carlos Fajardo
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Escrita pelo cineasta sueco Ingmar Bergman (1918-2007), é uma autobiografia focada nos bastidores de sua vasta e premiadíssima atuação criativa. Entre as passagens mais instigantes, a conturbada relação com seu pai, um pastor protestante, e o momento decisivo em que descobriu a magia redentora do cinematógrafo, instrumento capaz de transformar um "mentiroso" num grande artista. A obra privilegia os pormenores da infância e a formação no teatro. No entanto, em todo o livro, a voz do narrador se mantém inconfundível: seu característico tom ácido e sarcástico. Com prefácio de Woody Allen. Edição em capa dura, com vinte imagens. "[...] agora vamos ao livro. Fala muito de problemas de estômago. Mas é interessante. É aleatório, episódico. Não é cronológico, como a história de vida de uma pessoa deveria ser. Não existe uma saga que se desenrola de como ele começou e aos poucos foi se transformando, até dominar o palco e a tela suecos. A história salta para frente e para trás, dependendo, ao que parece, da espontaneidade do autor. Contém histórias estranhas e sentimentos tristes. Uma história estranha: quando menino, foi trancado dentro de um necrotério e ficou fascinado com o corpo nu de uma moça. Um sentimento triste: Minha esposa e eu vivemos próximos um do outro. Um pensa e o outro responde, ou o contrário. Não encontro formulações para relatar nossa comunhão. Um problema é insolúvel: um dia a foice cai e nos separa. Nenhum deus benevolente nos transforma em árvore .” (Do prefácio de Woody Allen)
Ernst Ingmar Bergman (Uppsala, 14 de julho de 1918 – Fårö, 30 de julho de 2007) foi um diretor, escritor e produtor sueco que trabalhou em cinema, televisão, teatro e rádio. Considerado um dos cineastas mais talentosos e influentes de todos os tempos, os filmes de Bergman incluem O sétimo selo (1957), Morangos silvestres (1957), Persona (1966), Gritos e sussurros (1972) e Fanny e Alexander (1982). Bergman dirigiu mais de sessenta filmes e documentários, a maioria dos quais também escreveu. Ele também dirigiu mais de 170 peças. O livro conta com prefácio de Woody Allen e a nova edição revisada inclui 20 fotogramas de obras-primas e retratos do diretor.
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