Como criar um clube de leitura na escola (e por que isso muda tudo)
Clubes de leitura escolares aumentam o engajamento, reduzem o abandono da leitura e criam laços entre alunos. Um guia prático para professores que querem montar o seu.
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De propensão marcadamente contemplativa, nem por isso o jovem Benjamin Abel se torna um personagem mais notável. Bacharel como outros tantos, assistimo-lo iniciar a carreira nos indigestos ossos do ofício até que, certa noite, do outro lado da cidade, um estudante a quem nunca viu mais gordo desaparece sem deixar vestígios. Da noite para o dia, o caso passa a ser tudo, ou quase tudo, o que lhe importa. Que sucedeu ao rapaz? Para onde terá ido? Daí é que se solta a fagulha que doravante lhe incendiará o espírito: “para onde?”, eis a pergunta que Benjamin sempre e invariavelmente voltará a se fazer, não sem sentir algum assombro; “para onde?”, eis a pergunta que perpassa este romance em cujo título desde já se pode ler aquele nome de ares longínquos onde o inquieto personagem espera encontrar uma resposta.
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