Pular para o conteúdo
Literatura Brasileira

Kitnet de Vidro

1ª Edição - 202488 páginasLaranja Originalpt
Seja o primeiro a avaliar
Sua leitura no Lireo

Guarde este livro na sua estante

Crie uma conta gratuita e continue exatamente desta página.

Registre seu progresso de leitura
Descubra outros leitores do mesmo livro
Participe de clubes de leitura
Organize toda sua biblioteca

Sinopse

Prometeram-me ensinar o segredo do equilíbrio”. Eis o livro inteiro de Diuli de Castilhos, o livro de uma aprendizagem, a do equilíbrio. Mas equilibrar-se não quer dizer, necessariamente, ficar parada e de pé. E, sim, se mover, cair, levantar e, principalmente, continuar se movendo. E, para isso, vale preparar a mochila, porque a viagem vai ser longa. Acho que, na verdade, a viagem nem termina. Mesmo que se leve dentro também “puro desgosto dor de estômago”. Pois é, “eu carrego minhas coisas comigo”. Só que às vezes (muitas vezes) a sacola rasga, a caixa molha e as coisas com o nosso nome caem, ficam pelo caminho e vamos nos transformando, trocando de pele, de nome e de vida. Por isso, não dá para parar. Seja de ônibus, de trem, na garupa ou a pé, a voz que fala neste livro está saindo de casa, e essa casa tem endereços que passam em muitos países. Voz que se despedaça em mil pedacinhos, mil coisas, “como se as coisas não passassem/de penduricalhos a nos separar do mundo”. Daí tudo emperra, dá defeito, “meu caminhãozinho/ arriou da tua areia// chamaram resgate/ a carga vai noutro/melhor equipado/ (...)/ vou colar um adesivo/ e quan do estiver/de pneus novos/de volta à estrada/to dos vão saber”. É assim mesmo que se vai adiante, tropeçando nos quebra-molas da estrada ou dando cambalhotas no ar. É assim mesmo que “a vida se abre a cada passo rolando pedra”. Tem tanto deslocamento no livro que, é claro, o corpo também se move na direção do outro corpo, corpos que se mexem juntos, que aprendem juntos, que se aproximam, se afastam e se quebram. Mas de tudo fica um pouco: “ruas que conheci primeiro/pela tua boca de nomes inteiros”. Meio romance de formação, meio rito de passagem: “sigo acumulando falhas de formação”. Certa vez, um autor conterrâneo de Diuli e citado por ela — escritor também dos ritos e das falhas — disse que escrever é enfiar o dedo na garganta, vomitar o que se leu e virou alimento. Só que Diuli de Castilhos lembra: “primeiro, dedo na goela”. Equilibrar-se inclui se desequilibrar. Por isso, o movimento é também vertical, o da queda: “preciso de um esforço muito grande para escrever”. Partir-se, espatifar-se e ir parar numa redoma de vidro até fazer dela uma kitnet. Igualmente parti-la para se espatifar junto dela em mil pedacinhos, fundi-los até se liquefazer: “escorro via terra”, “tudo pode deslizar muito rápido a ponto/de não se poder distinguir o chão/do que vem do ventre da terra”. Ela está falando de nascer de novo.

Detalhes do livro

Título
Kitnet de Vidro
Autor
Diuli de Castilhos
Editora
Laranja Original
Ano
2026
Páginas
88 páginas
Idioma
PT
ISBN-13
9788592875831
Edição
1ª Edição - 2024
Formato
Brochura

Literatura Brasileira

Livros na mesma categoria

Blog Lireo

Dicas e recomendações para leitores

Soluções institucionais

Para escolas, universidades, autores e editoras