Como presentear livros sem errar: um guia para acertar sempre
Dar um livro de presente é um ato de intimidade, você está dizendo "eu conheço você". Mas errar é fácil. Veja como acertar na escolha e surpreender quem você ama.
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Foram visitas de amizade, que começaram nos meados da década de 1960. Pouco a pouco, José Paulo me foi revelando, em meio a uma conversa despretensiosa, mas generosa, o tesouro de suas leituras e de suas observações de crítico consumado. Nesses encontros ocorria uma perfeita inversão de papéis. Era o autodidata José Paulo que ensinava o professor universitário. […] E aqui cabe uma reflexão sobre a diferença entre o horizonte de leitura do autodidata e o horizonte do especialista. O primeiro lê por prazer, sem a viseira do profissional, que precisou definir, às vezes precocemente, o seu repertório, ao qual ficará preso anos a fio como a uma obrigação. José Paulo Paes, ao contrário, era um leitor livre e sem fronteiras. “Ler o crítico José Paulo Paes é um contínuo desafio para enfrentar o percurso que vai das partes ao todo e vem do todo ao particular. E é um convite para reconhecer no detalhe o sentido que ilumina a obra inteira”. [Alfredo Bosi] Organização: Fernando Paixão e Ieda Lebensztayn Projeto Gráfico e Capa: Assis Negrito Comunicação Visual Ltda.
José Paulo Paes nasceu em Taquaritinga (SP), em 1926. Estudou química industrial em Curitiba, onde publicou seu primeiro livro de poemas, O Aluno, em 1947. Trabalhou num laboratório farmacêutico e na editora Cultrix, aposentando-se para poder dedicar-se inteiramente à literatura. Pesquisador, tradutor, ensaísta e poeta, também foi colaborador regular na imprensa literária. Escreveu livros de poemas voltados ao público infantojuvenil. Recebeu vários prêmios literários, como o Jabuti, o da APCA, o da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil. Poesia: O Aluno (1947); Cúmplices (1951); Novas Cartas Chilenas (1954); Epigramas (1958); Poemas Reunidos (1961); Anatomias (1967); Meia Palavra: Cívicas, Eróticas e Metafísicas (1973); Resíduo (1980); Calendário Perplexo (1983); É Isso Ali (1984); Um por Todos (1986); A Poesia Está Morta, mas Juro que Não Fui Eu (1988); Poemas para Brincar (1990); Olha o Bicho (1991); Uma Letra Puxa a Outra (1992); Prosas Seguidas de Ode Mínimas (1992); De Ontem para Hoje (1996); Um Passarinho me Contou (1996); Melhores Poemas (1998); Ri Melhor Quem Ri Primeiro (1999); Socráticas (2001). Crítica literária: Mistério em Casa (1961); Pava~o, Parlenda, Parai´so: uma Tentativa de Descrição Crítica da Poesia de Sosi´genes Costa (1977); Gregos & Baianos: Ensaios (1985); A Aventura Literária: Ensaios sobre Ficção e Ficções (1990); Tradução, a Ponte Necessária: Aspectos e Problemas da Arte de Traduzir (1990); De Cacau a Gabriela: um Percurso Pastoral (1991); Canaã e o Ideário Modernista (1992); Transleituras: Ensaios de Interpretação Literária (1995); Quem, Eu?: um Poeta como Outro Qualquer (1996); Os Perigos da Poesia e Outros Ensaios (1997); O Lugar do Outro: Ensaios (1999). Morreu em São Paulo, em 1998.
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