Como presentear livros sem errar: um guia para acertar sempre
Dar um livro de presente é um ato de intimidade, você está dizendo "eu conheço você". Mas errar é fácil. Veja como acertar na escolha e surpreender quem você ama.
Militancia Sindical e o Drama da Identidade Profissional
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A obra Jornalistas pra quê? Militância sindical e o drama da identidade profissional mostra-nos que o jornalismo como profissão parece estar em uma encruzilhada. De um lado, vemos a presença cada vez mais intensa de amadores, com seus blogs, imagens geradas em aplicativos móveis etc. e na produção jornalística; de outro, há um intenso esforço, principalmente das instituições sindicais, em restituir para os jornalistas graduados uma reserva de mercado até então garantida pela obrigatoriedade do diploma para o exercício profissional do jornalismo. Por isso, elas agem no interior do Congresso Nacional, visando aprovar um projeto de lei complementar que retorna essa cláusula. Esse dilema não é novo. Em torno dele se apresenta a seguinte questão: afinal de contas, o que significa ser jornalista? A finalidade deste livro é recuperar um pouco da chama perdida dessa discussão nos anos 1980, quando a questão da obrigatoriedade foi posta em discussão em plena Assembleia Nacional Constituinte, pondo em debate o significado social dessa profissão, quem poderia praticá-la e quais seriam os requisitos necessários para tal. O que se pretende mostrar é como esse dilema é atravessado por diversas formas pelas quais o jornalismo é visto e interpretado entre os próprios jornalistas. Esse dissenso parece ter sido uma barreira para instituições sindicais enquadrarem o jornalista como um profissional assalariado, um trabalhador como outro qualquer. Recuperar esse impasse em torno da identidade jornalística nos anos 1980 parece fundamental para entendermos a atual relação do jornalismo com a polarização da agenda política, a divisão entre, de um lado, os blogs “progressistas” e, de outro, os jornais conservadores e outras divisões que atravessam o campo jornalístico. Intenta-se mostrar que essas correlações do jornalismo com o partidarismo e facciosismo político não são novas. Envolvem dilemas éticos presentes no intenso debate sobre os significados da profissão de jornalista naquela déca
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