Poesia para quem nunca entendeu poesia: um guia sem pretensão
A maioria das pessoas acha que não entende poesia. Mas poesia não precisa ser entendida como uma equação, precisa ser sentida. Um guia honesto para quem quer dar uma chance ao gênero.
Crie uma conta gratuita e continue exatamente desta página.
Crie uma conta gratuita e continue exatamente desta página.
Lançando um olhar sobre os mecanismos da autotextualidade empregados por Clarice Lispector em suas narrativas, Mariângela Alonso discute o fenômeno da mise en abyme como força criativa e interrogante na literatura da escritora. Caracterizado pela alusão à própria obra, este procedimento assinala um jogo especular, no qual cada texto que se encerra tende a fechar um ciclo que será retomado pelo seguinte e assim sucessivamente, ao modo das curiosas bonecasrussas ou das emblemáticas caixas chinesas. No interior desta ciranda textual, sobressai a figura da barata, reelaborada diversas vezes pelo imaginário clariciano.Este estudo convida o leitor a acompanhar o rastro deste inseto em textos breves como as crônicas Meio cômico, mas eficaz; Receita de assassinato (de baratas), o conto A quinta história e o célebre romance A paixão segundo G.H. Com o respaldo teórico de Lucien Dällenbach, entre outros estudiosos, a pesquisadora apresenta um enfoque original ao trazer à tona aspectos ainda não devidamente explorados pela fortuna crítica de A quinta história e A paixão segundo G.H, incitando a imaginação e a reflexão dos leitores eternamente apaixonados por Clarice Lispector.Mariângela Alonso é doutora em Estudos Literários pela UNESP, campus de Araraquara e autora do livro Instantes líricos de revelação: a narrativa poética em Clarice Lispector (Annablume, 2013). Suas pesquisas englobam Clarice Lispector, mise en abyme, narrativa poética e prosa brasileira moderna.
Outros livros de Mariangela Alonso
Livros na mesma categoria
Dicas e recomendações para leitores
A maioria das pessoas acha que não entende poesia. Mas poesia não precisa ser entendida como uma equação, precisa ser sentida. Um guia honesto para quem quer dar uma chance ao gênero.
Boa biografia não é cronologia de vida, é imersão numa mente. Uma seleção das biografias mais absurdamente envolventes, que você devora sem perceber que está aprendendo história.
A guerra entre o papel e a tela não tem um vencedor único, depende do leitor e do contexto. Conheça os prós e contras de cada formato e como tirar o melhor dos dois.
Para escolas, universidades, autores e editoras