Os melhores livros de fantasia para entrar de cabeça em outro mundo
Da fantasia épica ao realismo mágico, o gênero tem algo para cada tipo de leitor. Uma seleção dos livros que mais transportam, encantam e viciam, do iniciante ao veterano.
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Jayme Campello Fonseca Rodrigues (1905-1946) foi contemporâneo de Oswaldo Bratke, Eduardo Kneese de Mello e Henrique Mindlin no curso de Arquitetura da Escola de Engenharia Mackenzie. Realizou projetou e construiu prédios e casas, residências e repartições públicas; desenvolveu, ainda, propostas de urbanização e de paisagismo e projetos de arquitetura de interiores em sintonia com o que havia de mais refinado nos Estados Unidos e na Europa nos anos 1930-40. Para os ambientes que projetava, desenhava mobiliário, iluminação, pequenos objetos. Seu escritório era um dos maiores (se não o maior) de arquitetura de São Paulo, juntamente com o de Rino Levi. Com seu prestígio, foi fundador e primeiro vice-presidente do IAB/SP. A morte, aos 41 anos, interrompeu uma trajetória em ascensão. Seu último projeto, finalizado postumamente, foi o edifício Sobre as Ondas, no Guarujá, hoje reconhecido como patrimônio cultural paulista. O Sobre as Ondas parecia apontar novos rumos para um arquiteto cujos desenhos se apoiavam a estética dos transatlânticos, no streamline moderne, no Art Déco e na arquitetura norte-americana. Fonseca era um designer que dialogava com Rob Mallet-Stevens, Michel Roux-Spitz, Bruno Elkouken, J.-E. Ruhlmann, Jules Leleu, Ivan da Silva Bruhns. O desaparecimento prematuro colaborou para o progressivo esquecimento em que o nome do arquiteto caiu. Sua filha Vera, contudo, recolheu e guardou, ao longo das décadas, desenhos, plantas, fotografias e documentos do pai – um vasto material a partir do qual Hugo Segawa reconstituiu o percurso de Fonseca Rodrigues e seu papel na arquitetura de seu tempo. Esse acervo constitui também o cerne do livro que a BEI leva às livrarias. A edição, luxuosa e repleta de imagens, mostra a obsessão do arquiteto pelo detalhe e seu talento multifacetado. Capítulos assinados pelas pesquisadoras Juliana Suzuki (UFPR) e Nilce Aravecchia Botas (FAU-USP) investigam, respectivamente, a atuação de Fonseca Rodrigues como design de interiores e como arquiteto do IAPC e IAPETEC (instituições correspondentes aos atuais institutos de previdência).
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