Pular para o conteúdo
Literatura Brasileira

Jardim de Ruínas

1ª Edição - 202568 páginas7 Letraspt
Seja o primeiro a avaliar
Sua leitura no Lireo

Guarde este livro na sua estante

Crie uma conta gratuita e continue exatamente desta página.

Registre seu progresso de leitura
Descubra outros leitores do mesmo livro
Participe de clubes de leitura
Organize toda sua biblioteca

Sinopse

Sob as bênçãos de uma serpente que engole a própria cauda, o primeiro poema dá o tom deste livro: o eu que aqui fala é sobretudo um nó de bactérias, células gastas, cutículas, e acena indeciso entre olá e adeus. Essa indecisão é associada logo de início ao movimento moebiusiano que acaba por ritmar o conjunto de poemas, reiterando-se por meio de alianças insuspeitas, imagens improváveis. Trata-se de uma escrita cujo êxito se deve antes à força dessas imagens – a fim de “saudar o impossível”, Alexia Carpilovsky usa a língua como se usasse um pincel. E coleciona seus motivos aberrantes em uma paisagem ora pré-histórica, ora apocalíptica, habitada por uma fauna de seres, deuses, coisas. Multiplicam-se aí os pactos surpreendentes, selados por cães, galinha, cigarra, cidades, naufrágios, vértebra, escada, filmes, mapas, dentes, vazios, coceira, beiços, tempos, lombo, cracas, línguas, brechas, tendão, vogais, “volume altura profundidade / relevos”. É sem dúvida uma fauna, e das mais estranhas, mas não nos esqueçamos da flora sugerida pelo título. Pondero, então, que talvez estejamos diante de uma indecidível fauna-flora, cultivada por uma indecidível jardineira-açougueira, que vivifica em seus poemas a indecisão entre colher e carnear. Seja como for, ela persegue o desejo de uma voz metamórfica, isto é, uma voz capaz de se imiscuir em tudo; capaz, enfim, de encarnar a açougueira e o animal de corte, a flor carnívora e a jardineira. Eis o JARDIM DE RUÍNAS. Atentemos à força desse título. Jardim mal evoca o florescimento, e logo o expulsam as destroçadas ruínas, plantadas pela poeta com o amor de quem lambe feridas. À ruína, que costuma se restringir a essa condição de destroço, Alexia adiciona uma vocação de véspera. O título prenuncia assim o que virá: à maneira de dois pavios mutuamente acendedores e inflamáveis, trançam-se vésperas e destroços numa poética que é mais corpo do que verbo, corpo esse a um só tempo ínfimo e onipresente. Afinal, “o próximo dilúvio bíblico / chegará primeiro como / decadência miúda”. [Julia Klien]

Detalhes do livro

Título
Jardim de Ruínas
Autor
Alexia Carpilovsky
Editora
7 Letras
Ano
2026
Páginas
68 páginas
Idioma
PT
ISBN-13
9786559058280
Edição
1ª Edição - 2025
Formato
Brochura

Literatura Brasileira

Livros na mesma categoria

Blog Lireo

Dicas e recomendações para leitores

Soluções institucionais

Para escolas, universidades, autores e editoras