Distopias literárias: os livros que previram (e alertaram sobre) o futuro
De 1984 a Jogos Vorazes, a ficção distópica é o gênero que mais acerta sobre o futuro. Uma análise de como esses livros moldaram o debate político e social.
EstóRia de Alguns MistéRios
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Em JAIME BUNDA, AGENTE SECRETO, romance angolano satírico, de investigação policial, Jaime Bunda, é um membro de uma família tradicional angolana que sempre quis ser detetive. Consegue, por influência de um parente bem relacionado no governo, a vaga de estagiário nos serviços secretos de Angola. Inicialmente não tem muito sucesso na função pelo fato dos colegas não o levarem a sério. Mas, finalmente, tem a oportunidade de mostrar sua capacidade de investigação no caso em que a vítima é uma adolescente. Com o uso de métodos pouco convencionais e aprendidos em livros policiais americanos, Bunda vai a fundo na investigação envolvendo-se em situações complexas internacionais e nacionais. Nesse romance policial satírico, Pepetela, ao mesmo tempo em que nos apresenta com humor fino Jaime Bunda, o James Bond angolano, revela as contradições da sociedade do seu país.
PEPETELA (ARTUR CARLOS MAURÍCIO PESTANA DOS SANTOS) nasceu em Benguela, Angola, em 1941, onde fez o Ensino Secundário. Iniciou os estudos na Universidade em Lisboa, em 1958. Por razões políticas, em 1962 saiu de Portugal para Paris, e seis meses depois foi para a Argélia, onde se licenciou em Sociologia e trabalhou na representação do MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola) e no Centro de Estudos Angolanos, que ajudou a criar. Em 1969, foi chamado para participar diretamente na luta de libertação angolana, em Cabinda, quando adotou o nome de guerra PEPETELA, que mais tarde utilizaria como pseudônimo literário. Em Cabinda foi simultaneamente guerrilheiro e responsável no setor da educação. Em 1972, foi transferido para a Frente Leste de Angola, onde desempenhou a mesma atividade até o acordo de paz de 1974 com o governo português. Em novembro de 1974, integrou a primeira delegação do MPLA, que se fixou em Luanda, desempenhando os cargos de Diretor do Departamento de Educação e Cultura e do Departamento de Orientação Política. Em 1975, até a independência de Angola, foi membro do Estado Maior da Frente Centro das FAPLA (Forças Armadas Populares de Libertação de Angola) e participou na fundação da União de Escritores Angolanos. De 1976 a 1982, foi vice-ministro da Educação. Lecionou Sociologia na Universidade Agostinho Neto, em Luanda, até 2008. Desempenhou cargos diretivos na União de Escritores Angolanos. Foi Presidente da Assembleia Geral da Associação Cultural “Chá de Caxinde” e da Sociedade de Sociólogos Angolanos. Em 2016, foi eleito Presidente da Mesa da Assembleia Geral da Academia Angolana de Letras, de que é membro-fundador. Jaime Bunda, Agente Secreto é o quinto livro do autor que a Kapulana lança no Brasil. A editora publicou O cão e os caluandas (2019), O quase fim do mundo (2019), Sua Excelência, de corpo presente (2020) e O desejo de Kianda (2021).
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