Como ler clássicos da literatura sem sofrer
Clássicos intimidam. Linguagem difícil, contexto histórico distante, narrativa lenta. Mas há estratégias que tornam essa leitura não só suportável, mas prazerosa. Guia prático para iniciantes.
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Iselu Agbayê pode ser traduzido como “política internacional” em yorubá. É a ruptura com uma “neutralidade”, uma pretensa e proposital desracialização dos debates acadêmicos (e de imprensa) sobre política internacional e relações internacionais. É dizer ao leitor, desde o início, que a história das Relações Internacionais, enquanto disciplina, a história da política internacional, como tema de debate e análise, não está isenta dos atravessamentos que raça e racismo lhes causaram. Como bem nos lembra Duncan Bell em Empire, Race and Global Justice, “visões e práticas racializadas, enraizadas nessa história, continuam a influenciar a política global de inúmeras maneiras”. Essa escolha, por um lado, faz parte do epistemicídio, como aprendemos com a filósofa Sueli Carneiro, e por outro lado, por um total desinteresse e covardia acadêmica e mainstream midiático das Relações Internacionais diante da obrigação de racializar o debate, as análises e as implicações que isto pode trazer para as suas próprias análises e estudos. Esta obra vem neste rastro. São novas vozes e novos olhares, que não “inventam” outras Relações Internacionais, mas, antes, a ampliam e lançam luz sobre sua complexidade, fazem perguntas que não estão respondidas nos cânones.
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