Como ler clássicos da literatura sem sofrer
Clássicos intimidam. Linguagem difícil, contexto histórico distante, narrativa lenta. Mas há estratégias que tornam essa leitura não só suportável, mas prazerosa. Guia prático para iniciantes.
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Inútil corroer o osso da tempestade reúne dez contos confeccionados numa “prosa vertiginosamente carnal e poderosa [...] com apreço comovente pelo ritmo e substância das palavras e de suas contaminações com o outro”, citando Micheliny Verunschk, que assina a orelha do livro Guilherme Gontijo Flores, outro interlocutor dos contos de Maria Luíza Chacon, anota no posfácio que o texto da autora é experimental como um “corpo desdobrado em muitos, atravessado de vozes que apresentam graus de indeterminação variados em sua consistência, a ponto de nos jogar numa série de vertigens afetivas enquanto os lemos”. A estreia da autora no universo dos contos é radical, no sentido mais radical e esquecido do termo.
Maria Luíza Chacon nasceu em Natal em 1991. É professora e escritora. Integrou a antologia de contos "Granja" (2012) e publicou textos em revistas como Vida Secreta (2016) e Intempestiva (2019). Além disso, publicou o zine "Anasyrma" (2017). "Inútil corroer o osso da tempestade" (Cachalote, 2024) é seu primeiro livro de contos.
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