Como manter a concentração durante a leitura na era das distrações
O smartphone acabou com nossa capacidade de atenção, ou será que não? Técnicas comprovadas para ler com profundidade mesmo quando o cérebro insiste em pedir estímulo a cada minuto.
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Escrito em estado de urgência, “Insana” é um livro urgente. Ao longo da leitura – e sem perceber – começamos a gesticular nervosamente, o corpo adiante da mente, numa identificação inevitável com a narração frenética de Andréa Perdigão. Acompanhando a história de um conflito aparentemente comum, uma vizinha agressiva em relação abusiva com sua filha, o que se descortina é um cenário de horror subjetivo e objetivo, que nos leva a, mais do que refletir, sentir o drama de nosso cotidiano rotineiro. Se é verdade que “o espantoso é que o espantoso não espanta mais”, a narração da autora recupera esse sentido perdido, para nos espantar a cada página com os desdobramentos kafkianos de um incidente supostamente trivial. A partir da descrição vertiginosa de Perdigão sobre um drama alheio, surgem questionamentos sobre individualidade, cooperação e limites: quando devemos interferir em problemas “dos outros”? quais as fronteiras entre o público e o privado?“(…) o estado de alerta definitivamente se ligou no meu corpo para não mais se desligar”, diz a autora e nós, durante e depois de terminada a leitura, a acompanhamos, em estado de alerta para o outro, para nós mesmas e para o real, esse mistério sem fim. (Apresentação por Noemi Jaffe)
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Para escolas, universidades, autores e editoras