12 livros que todo empreendedor deveria ter lido ontem
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Tema recorrente da historiografia brasileira, a Independência continua a produzir fecundas polêmicas dentro e fora do mundo acadêmico. Reunindo trabalhos de especialistas brasileiros e estrangeiros apresentados no seminário internacional Independência do Brasil - História e Historiografia , em 2003, este livro amplia as investigações para o entendimento desse importante e decisivo momento da formação do Estado e da Nação brasileiros. Sumário - Prólogo (István Jancsó); Independência, independências (István Jancsó); A Independência na historiografia brasileira (Wilma Peres Costa); A visão estrangeira; a Independência do Brasil (1780-1850) na historiografia europeia e norte-americana (Hendrik Kraay); A Independência do Brasil na historiografia portuguesa (Zília Osório de Castro); Os primórdios do processo de independência hispano-americano (Juan Carlos Garavaglia); Um império, um reino e uma monarquia na América - as vésperas da Independência do Brasil (Ana Cristina Araújo); Construtores e herdeiros - a trama dos interesses na construção da unidade política (Ilmar Rohloff de Mattos); As esquadras imaginárias - No extremo norte, episódios do longo processo de Independência do Brasil (André Roberto de A. Machado); Miguel Bruce e os horrores da anarquia no Maranhão, 1822-1827 (Mattias Röhrig Assunção); Pernambuco e sua área de influência - um território em transformação , 1780-1824 (Denis Antonio de Mendonça Bernardes); Ao mesmo tempo sitiantes e sitiados . A luta pela subsistência em Salvador, 1822-1823 (Richard Graham); Itinerário da Bahia na Independência do Brasil, 1821-1823 (Thomas Wisiak); Sociedade e projetos políticos na província do Rio de Janeiro, 1820-1824 (Cecília Helena de Salles Oliveira); Identidades políticas e a emergência do novo Estado nacional - o caso mineiro (Ana Rosa Cloclet da Silva); São Paulo na Independência (Miriam Dolhlhnikoff); O processo de independência numa região fronteiriça (Helga Iracema Landgraf Piccolo); Independência no papel - a imprensa periódica (Marco Morel); Os panfletos políticos e a cultura política da Independência do Brasil (Lúcia Maria Bastos Pereira das Neves); Sociabilidade maçónica e Independência do Brasil, 1820-1822 (Alexandre Mansur Barata); As bases institucionais da construção da unidade (Maria de Fátima Silva Gouvêa); O Brasil e a experiência cisplatina , 1817-1828 (João Paulo G. Pimenta); A retórica da recolonização (Márcia Regina Berbel); Escravismo e Independência - a ideologia da escravidão no Brasil, em Cuba e nos Estados Unidos nas décadas de 1810 e 1820 (Rafael de Bivar Marquese); Seriam todos cidadãos - os impasses na construção da cidadania nos primórdios do constitucionalismo no Brasil, 1823-1824 (Andréa Slemian); Elites econômicas em finais do século XVIII - mercado e política no centro-sul da América lusa. Notas de uma pesquisa (João Fragoso); Os negros armados pelos brancos e suas independências no Nordeste, 1817-1848 (Marcus J.M. de Carvalho); Aspirações barrocas e radicalismo ilustrado. Raça e nação em Pernambuco no tempo da Independência, 1817-1823 (Luiz Geraldo Silva).
Nascido na Hungria, sua família, proveniente da Transilvânia (atual Romênia), estabeleceu-se no começo do século XVIII no que hoje é a Eslováquia. Seu pai era oficial do exército húngaro e lutou na frente russa durante a Segunda Guerra, quando a Hungria era aliada ao Eixo. “No fim da guerra, meu pai não quis voltar para o país e optou pela emigração. A Hungria dele havia acabado. Essas foram as suas palavras”. Assim a família, “com dois filhos e nenhum recurso” e sem conhecer a língua portuguesa, emigrou para o Brasil, em 1948. Ingressou na Universidade de São Paulo em 1960, no curso de História, onde foi aluno de Emília Viotti da Costa, Fernando Novais, Sérgio Buarque de Holanda, Antonio Candido e Florestan Fernandes. Graduou-se em 1963 e logo foi convidado pelo professor Eduardo de Oliveira França para dar aulas de História Moderna e Contemporânea na USP, onde lecionou desde março de 1964 até 1966, quando aceitou um convite para ensinar na Universidade Federal da Bahia. Já na vigência do regime militar no país, mudou-se para Salvador, onde lecionou na UFBA (de 1966 a 1971) e onde nasceram seus dois filhos. Nessa época, passa a participar clandestinamente do movimento sindical e acaba por ter que sair do Brasil. Vai para a França, onde frequentou os seminários de Pierre Vilar e foi contratado para dar aulas na Universidade de Nantes (1971-1972). Decidiu voltar ao Brasil, antes de concluir sua tese, decidido a continuar sua militância política, em pleno governo Médici. Pouco mais de um ano depois, foi preso em Ijuí, no Rio Grande do Sul. Seu apartamento no Rio de Janeiro foi então revirado pelas forças da ordem e vários documentos foram levados, inclusive os originais de sua tese, já pronta. Na prisão, em consequência do tratamento recebido, perdeu parcialmente a audição. Em 1989, volta ser professor da USP (mediante concurso público), onde irá coordenar o Centro de Apoio à Pesquisa Histórica e dirigir o Instituto de Estudos Brasileiros e o Projeto Temático Brasil: Formação do Estado e da Nação. Criou a revista eletrônica Almanack Brasiliense, dedicada à publicação de estudos sobre a história da América portuguesa, a partir de meados do século XVIII, e do Império do Brasil. Finalmente, a grande aventura final de sua vida foi dirigir o Projeto Brasiliana USP – a incorporação da Biblioteca Guita e José Mindlin ao acervo da USP. Jancsó concebeu todo o projeto da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin, da qual foi o primeiro diretor. Coordenava o processo de digitalização das obras doadas pelo bibliófilo José Mindlin (1914 – 2010) e a construção de uma biblioteca para abrigar fisicamente o acervo. Mas não pode concluir o projeto. István Jancsó faleceu em 2010, aos 72 anos, em consequência de complicações renais decorrentes de um câncer. A Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin foi inaugurada em 23 de março de 2013, exatamente três anos após a morte do historiador.
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