Leitura e saúde mental: como os livros podem ajudar no seu bem-estar
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O Jornal a Voz do Trabalhador
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O jornal A Voz do Trabalhador A educação racional coloca-se no núcleo da afirmação utópica do anarquismo; acena como instrumento nas práticas de liberação da consciência. Utópica quanto à transformação radical da vida, instaurando a liberdade enquanto construção eminentemente social. A educação libertária, tem em sua formulação mais teórica, as experiências desenvolvidas por Francisco Ferrer Y Guardia, tendo sido reconhecidas como o coroamento prático de todo desenvolvimento teórico que se fez no seio do movimento libertário. Talvez, a perspectiva que mais se deva destacar nessa pedagogia anarquista, seja o conceito de liberdade, encarada não como propõe a filosofia política burguesa, na qual a liberdade é um fato natural, cumprindo à sociedade organizar-se de modo a permitir a liberdade de todos através das leis. A liberdade para os anarquistas é um fato social, não faz parte do homem; deve ser construída pela comunidade. A educação e a instrução são fundamentais para a conquista dessa liberdade, assumindo a importante tarefa de desalienação, de destruição da ideologia da dominação e de criação de uma nova mentalidade revolucionária. Supõe, portanto, a vivência de relações solidárias e de vivência autônoma. A escola deve ser um centro onde seja disseminada a verdade e onde a ciência, construída por todos, deve ser igualmente distribuída entre todos. O conhecimento é instrumento de luta não só para a construção de uma outra ordem social, mas é também, e talvez principalmente, para resistir a uma ordem que objetivamente cada vez mais afasta as possibilidades de emancipação. -------------------------------- Sobre a autora: Celia Maria Benedicto Giglio é Pedagoga, Mestre e Doutora em História da Educação pela Universidade de São Paulo (FEUSP). Professora Associada da Universidade Federal de São Paulo. É orientadora credenciada do Programa de Pós-Graduação em Educação da EFLCH.
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