Poesia para quem nunca entendeu poesia: um guia sem pretensão
A maioria das pessoas acha que não entende poesia. Mas poesia não precisa ser entendida como uma equação, precisa ser sentida. Um guia honesto para quem quer dar uma chance ao gênero.
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Ao longo de 50 anos, não foram poucos os desafios enfrentados pelo CPDOC em relação à produção de seu acervo de entrevistas de história oral. Primeiro, nos anos 1970, se tratava de um método que ainda não estava armado no mundo acadêmico, sendo objeto de críticas e desconfianças. Some-se a isso questões técnicas relacionadas aos procedimentos utilizados em todo o processo, desde a decisão de se realizar a entrevista até sua disponibilização final, passando por etapas como a seleção de entrevistados, a preparação do roteiro, a realização da entrevista propriamente dita, seu processamento, armazenagem e possível transcrição. O tempo passou, as reflexões sobre o método da história oral aumentaram, a tecnologia mudou e, com ela, também o uso possível de seu produto final - as entrevistas gravadas. Se essas mudanças não afetaram o essencial do método - a interação entre entrevistador e entrevistado, mediada pela tecnologia, processo que resulta num produto a ser preservado e disponibilizado -, elas trouxeram grandes desafios.
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