Escrita no século XVII, História do Futuro é uma das obras mais ambiciosas do Padre Antônio Vieira. Inspirado pela tradição bíblica e pelo pensamento messiânico, Vieira interpreta profecias e anuncia um futuro glorioso para Portugal e para o Império português, no qual o Brasil teria papel central.
Misturando erudição teológica, visão política e imaginação profética, o livro revela a força da retórica de Vieira e sua crença em uma missão espiritual para a nação. Nesta edição da Editora Rebouças, o leitor encontra um clássico da literatura barroca e um marco do pensamento luso-brasileiro.
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Sobre Padre
Antônio Vieira nasceu em Lisboa, Portugal, em 6 de fevereiro de 1608. Quando tinha apenas 6 anos, mudou-se com a família para o Brasil, devido ao cargo que seu pai assumiria como escrivão no Tribunal da Relação em Salvador. Sua formação inicial deu-se no Colégio dos Jesuítas, através do curso de Humanidades. Após se formar e completar quinze anos, fez o pedido para integrar-se à Companhia de Jesus. Aprovado, foi nomeado professor de retórica no colégio de Olinda.
Pouco tempo depois mudou-se para a Bahia, tendo como foco estudar Teologia e Filosofia. Nesse mesmo período, recebeu a ordenação para o sacerdócio e, a partir de 1634, dedicou-se integralmente aos estudos e ensino religiosos, e à prática missionária. Em 1641, regressou a Lisboa, pressionado pelo processo cujo fim era a restauração da independência portuguesa. Enquanto conselheiro e embaixador, tendo contato próximo com D. João IV, exerceu papel fundamental para a pacificação do ambiente político e diplomático português.
No ano de 1652, retornou ao Brasil e estabeleceu-se no Maranhão, onde defendeu os indígenas que estavam sendo arbitrariamente escravizados pelos colonos. Defendendo com veemência e vigor a justiça, exerceu influência na elaboração da lei que aboliu o cativeiro indígena, colocando-os sob a proteção da Companhia de Jesus. Pouco mais de dez anos depois, por obrigação, voltou a Portugal acompanhado de outros jesuítas e, por envolver-se no processo inquisitorial português, foi detido durante o ano de 1667.
Já em 1681, desembarcou na Bahia e, durante esse período, atuou como visitador-geral de toda a província jesuítica do Brasil. Escreveu seus últimos sermões, incluindo o “Felicíssimo Nascimento”, e lecionou no Colégio de Salvador. Faleceu no dia 18 de julho de 1697.
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