Filosofia para quem não é filósofo: os melhores livros para começar
A filosofia parece intimidadora, mas suas perguntas são as mais humanas que existem. Uma seleção de livros que tornam o pensamento filosófico acessível, relevante e fascinante.
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Em julho de 1876 Machado de Assis iniciava uma nova série de crônicas quinzenais na revista Illustração Brasileira, para a qual deu o título de “História de quinze dias”. Como de costume entre os cronistas do período, não punha seu próprio nome em tais escritos, preferindo assiná-los como Manasses. Publicada ininterruptamente até abril de 1878, a série só viria a sofrer uma mudança de forma em janeiro daquele ano, quando o nome mudou para “História de trinta dias”, de modo a acompanhar a nova periodicidade da revista. Em meio às incertezas que marcavam aquela década, na qual começavam a se evidenciar as fissuras de uma organização social baseada nas relações de dependência e na escravidão, Machado tratava, naqueles escritos, de oferecer ao público uma leitura do tempo, organizado na história proposta por sua narrativa quinzenal.
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