Como criar sua estante virtual de livros (e por que você deveria ter uma)
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Um romance complexo que captura o impacto avassalador de uma agressão sexual, transformando um trauma em uma reflexão visceral sobre a nossa sociedade. Publicado dois anos depois do aclamado O fim de Eddy, este História da violência tem como ponto de partida uma noite de Natal do ano de 2012. Enquanto caminhava para casa pelas ruas desertas e frias de Paris após uma agradável ceia, passada na companhia de dois amigos, Édouard cruza com um homem atraente, que o aborda com insistência. Dividido entre o desejo e a vontade de ficar sozinho para ler, o narrador acaba cedendo e convidando o homem para sua casa. Após uma madrugada de trocas profundas e íntimas, ele saca um revólver e ameaça matar Édouard. Em seguida, o narrador é agredido, estuprado, e Reda foge. Traumatizado, Édouard dá entrada nos procedimentos burocráticos para prestar queixa e se depara, entre outras coisas, com as dificuldades desse tipo de denúncia quando se é um homem gay. A partir desta experiência traumática, o autor realiza um audacioso exercício de catarse literária, para explorar as múltiplas facetas da violência. O resultado é uma narrativa hipnótica que se movimenta entre o passado e o presente, e que se alterna entre várias vozes, como a de Édouard, de sua irmã e de Reda, registrando não apenas o racismo e a homofobia da sociedade francesa contemporânea, mas também seus efeitos sutis nos relacionamentos afetivos e familiares.
Édouard Louis nasceu em Hallencourt (França), em 1992. Em seus relatos contundentes, inscritos em uma tradição que remonta a Annie Ernaux e Didier Eribon, a homossexualidade e as injustiças de classe são retratadas através de uma escrita honesta e afiada, marcada por altas doses de crítica social e política. Dele, a Todavia publica também Quem matou meu pai (2023), Lutas e metamorfoses de uma mulher (2023), Mudar: Método (2024), Monique se liberta (2024), O desabamento (2025) e O fim de Eddy (2025).
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