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Uma Arqueologia dos Poderes do Discurso
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Esta obra conta com contribuições de eminentes especialistas nacionais e estrangeiros e abrange as fundações clássicas, as revoluções modernas e as mutações contemporâneas da fala pública. Trata-se aqui de uma história das diversas relações entre o orador e seu público, em seus distintos regimes de fala, desde os estilos enfáticos e prolixos até os suaves e concisos, e de escuta, desde a prostração, o arrebatamento até os acessos de cólera. Assim, as reflexões e análises sobre a fala pública e suas metamorfoses na história, aqui realizadas mediante uma arqueologia dos poderes do discurso, tornam-se, portanto, um passo fundamental para a compreensão dos acordos e das lutas que construíram e que continuam a construir os destinos da espécie humana.
Jean-Jacques Courtine é professor de European Studies da University of Auckland e professor emérito da University of California e da Université de la Sorbonne Nouvelle. Seus trabalhos consagram-se à história do corpo, do rosto, da virilidade da fala pública. É autor das seguintes obras: Análise do discurso político ([Larousse, 1981] EdUFSCar, 2009), História do rosto (em coautoria com Claudine Harochee; [Payot, 1988] Teorema, 1995), Metamorfoses do discurso político: derivas da fala pública (Claraluz, 2006) e Decifrar o corpo: pensar com Foucault ([Jérome Millon, 2011] Vozes, 2013). Courtine é ainda um dos organizadores da História do corpo ([Seuil, 2005] Vozes, 2008) e da História da virilidade ([Seuil, 2011] Vozes, 2013).
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