Como presentear livros sem errar: um guia para acertar sempre
Dar um livro de presente é um ato de intimidade, você está dizendo "eu conheço você". Mas errar é fácil. Veja como acertar na escolha e surpreender quem você ama.
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O que pode um historiador quando trata de arte e cultura na contemporaneidade? Os ensaios de Francisco Alambert não propõem uma resposta, mas desenham caminhos, configuram uma plural cartografia. Uma constelação, talvez, em sentido benjaminiano (uma referência fundamental para o historiador), constituída por momentos, obras e personagens decisivas. O leitor encontrará reflexões e inflexões, às vezes poéticas, mas sempre dialéticas, sobre os “mitos” da Semana de Arte Moderna e do Tropicalismo; sobre Mário Pedrosa e o projeto de Brasília; sobre Picasso e sua Guernica; sobre Kracauer, Benjamin e o pragmatismo de William James. Sobre a cultura “erudita” e sobre a cultura “popular”, indo da vanguarda vienense do século XIX até os sentidos das experiências históricas e estéticas de Sócrates (o jogador de futebol) e dos coletivos de cultura do MST. A constelação não se fecha. Ao contrário, se abre para qualquer um que queira pensar os dilemas e as transformações fabulosas da cultura contemporânea, entre a arte, a política e a utopia.
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