Literatura brasileira: os clássicos que todo leitor deveria conhecer
A literatura brasileira produziu obras extraordinárias que dialogam com o melhor da literatura mundial. Um guia pelos clássicos essenciais, do Romantismo ao Modernismo.
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Um apelido íntimo, delicado, símbolo de uma amizade profundamente terna, é o título deste livro: Hervelino. Quando gentilmente Mathieu Lindon abordou Hervé Guibert, que se esquivava sozinho no canto do apartamento de Michel Foucault – “Você está de castigo, Hervé Guibert?” –, não sabiam ainda os dois jovens da intensidade da relação que se avizinhava. Um amor amigo desses difíceis de retratar, talvez mesmo indizível, sobretudo se observado através do luto que tragicamente o interrompeu. Nessas páginas marcadas pela melancolia, sim, mas também pela leveza que o correr dos anos permite, Mathieu Lindon recordará principalmente os anos que ele e Hervelino passaram na Itália, no final da década de 1980, como bolsistas da Villa Médicis, marcados pela recente descoberta de que Guibert era soropositivo. Hervelino faleceu em 1991. O livro em sua homenagem, entretanto, virá ao mundo somente em 2021, tamanho o trabalho que este luto aqui exposto exigiu. Esta autobiografia em permanente conversa com o outro é a homenagem de Lindon ao amigo, um dos grandes escritores franceses da segunda metade do século XX, que o consagra como um mestre do romance memorialista. Hervelino está presente em cada linha desta honestíssima ode ao amor.
Mathieu Lindon nasceu em 1955. Escritor e crítico literário, trabalha há muitos anos no jornal Libération. Autor de diversos romances, recebeu em 2011, por O que amar quer dizer, publicado pela Nós em 2023, o Prêmio Médicis. Foi amigo próximo de Michel Foucault e Hervé Guibert, figuras constantes em sua obra.
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