Como ler clássicos da literatura sem sofrer
Clássicos intimidam. Linguagem difícil, contexto histórico distante, narrativa lenta. Mas há estratégias que tornam essa leitura não só suportável, mas prazerosa. Guia prático para iniciantes.
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Hermenêutica Filosófica à Teoria da Decisão Judicial é mais do que um livro dedicado a pensar o paradigma metodológico-jurídico relativo à constituição ou modo de produção da sentença judicial no espectro do Estado Democrático de Direito. Para ser exato, o estudo não se atém a um campo dado segundo a ciência processual, tampouco segundo o Direito Constitucional, a fim de discutir e resolver os dilemas acerca dos limites que conduzem à correta conduta interpretativa do julgador. A presente obra consiste, ao invés disso, numa tentativa de reformulação compreensiva da hermenêutica jurídica, especialmente no que toca à consideração existencial do ente humano do julgador, aliada a seu modo de ser histórico e finito. Nada obstante a dogmática jurídica explicite cientificamente o procedimento de interpretação e aplicação com características de precisão e objetividade, torna-se imprescindível, contudo, identificar e aperceber acerca da constituição de um horizonte de linguagem comum e prática sobre os fenômenos na faticidade. Projetando uma crítica sobre a estruturação metodológico-analítica da teoria do conhecimento e também da própria separação entre ciência jurídica e Direito, entra em cena a proposta que contempla a importância da suspensão ou supressão de todos os pré-juízos, pelo horizonte crítico filosófico. Logo, parte-se de uma configuração hermenêutica do Direito não solipsista ou subjetivista, pois o enfoque dado retrata justamente a manifestação existencial do ser do intérprete em seu tempo. Hermenêutica Filosófica à Teoria da Decisão Judicial, portanto, é um esforço de contrapor-se à visualização meramente tecnicista, de uma ótica de essência dos entes absolutamente imersa na autoevidência cotidiana, propondo, certamente, caminhos possíveis para a interpretação judicial.
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