Distopias literárias: os livros que previram (e alertaram sobre) o futuro
De 1984 a Jogos Vorazes, a ficção distópica é o gênero que mais acerta sobre o futuro. Uma análise de como esses livros moldaram o debate político e social.
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A ópera Tristão e Isolda conta a história de uma dramática saga de amor de forma complexa e inovadora. O drama dos personagens é mais interno do que externo e podemos perceber a importância e supremacia da música em relação ao texto. É uma obra na qual o desejo de amor – que deveria ser uma importante razão para viver – e a pulsão de morte coabitam, porque o desejo de amor de Tristão e Isolda tem a necessidade de transcender, de abolir o tempo e o espaço. A ópera Tristão e Isolda não é somente uma história tradicional e banal de adultério. Ela apresenta o sacrilégio cometido por infidelidade. A sublimação desse amor passa por um processo de redenção, sacrifício, purificação e morte. O romance de amor que fascinou o Ocidente durante a Idade Média chegou aos dias de hoje com uma dimensão suplementar jamais esperada na obra de Wagner, que transmite uma melancolia ardente e um desespero que nos tocam de maneira dolorosa, com muita intensidade. Neste livro, a autora explora esses elementos mapeando os diversos temas do texto e da música, analisados com trechos da partitura e comentários.
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