Como ler clássicos da literatura sem sofrer
Clássicos intimidam. Linguagem difícil, contexto histórico distante, narrativa lenta. Mas há estratégias que tornam essa leitura não só suportável, mas prazerosa. Guia prático para iniciantes.
<P>Ofensiva Paraguaia e Reação Aliada Novembro de 1864 a Março de 1866 </P> <P>Romance</P>
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Guerra — I e´ o primeiro romance de uma trilogia que se passa durante a Guerra do Paraguai (1864-1870). Acompanhamos aqui o avanço do exército de Solano Lo´pez sobre fortes e vilas em Mato Grosso e no Rio Grande do Sul, provocando a reação de Brasil, Argentina e Uruguai, unidos na Tríplice Aliança. Tudo é narrado pela voz de combatentes que deixaram seu testemunho em documentos, cartas, relatórios, memórias, diários — selecionados e rearranjados pela autora. Neste romance, o leitor poderá ver a guerra de dentro , tanto por notáveis como o general Osório, o almirante Tamandaré, o engenheiro militar André Rebouças e o segundo-tenente Alfredo Taunay, quanto por desconhecidos da maior parte de nós, como o cirurgião-mor Xavier Azevedo, o tenente-coronel Albuquerque Bello, o cadete Dionísio Cerqueira e o voluntário da pátria Jakob Dick. O calor, as noites gélidas, as moscas, o charco, a ventania, a fome, a coragem, o humor, os cavalos, a amizade, o horror e a morte são o assunto do livro. De longas marchas em cidades brasileiras, argentinas e uruguaias (o avanço sobre o Paraguai será descrito nos volumes seguintes) à fragilidade humana em um tempo sem antibióticos ou anestésicos. Das mulheres que acompanham seus maridos ao vagido de recém-nascidos na madrugada dos imensos acampamentos de tendas brancas esparramadas em planícies estrangeiras. A guerra nas palavras e na gramática de quem a lutou, em nosso idioma, é o nosso rio: um romance brasileiro, escrito com fragmentos de combatentes brasileiros, onde, por não haver outros pontos de vista, vivemos o detalhe, o que está perto, o desconhecimento do todo — Guerra não explica a guerra, ele é a guerra em primeira pessoa. Guerra é uma trilogia composta pelos romances: 1) Ofensiva paraguaia e reação aliada — novembro de 1864 a março de 1866; 2) Ofensiva aliada — abril de 1866 a dezembro de 1868; 3) Campanha da Cordilheira — janeiro de 1869 a março de 1870.
Beatriz Bracher nasceu em São Paulo, em 1961. Formada em Letras, foi uma das editoras da revista de literatura e filosofia 34 Letras, e uma das fundadoras da Editora 34, onde trabalhou de 1992 a 2000. Com seu pai e Marta Garcia, fundou em 2019 a Chão editora, da qual é conselheira editorial. Publicou em 2002, pela editora 7Letras, o romance Azul e dura (reeditado pela Editora 34 em 2010), seguido de Não falei (2004), Antonio (2007), Anatomia do Paraíso (2015), e dos livros de contos Meu amor (2009) e Garimpo (2013), todos pela Editora 34. Escreveu com Sérgio Bianchi o argumento do filme Cronicamente inviável (2000) e o roteiro do longa-metragem Os inquilinos (2009), prêmio de melhor roteiro no Festival do Rio 2009. Com Karim Aïnouz escreveu o roteiro de seu filme O abismo prateado (2011). Meu amor recebeu o Prêmio Clarice Lispector, da Fundação Biblioteca Nacional, como melhor livro de contos de 2009. Garimpo venceu o Prêmio APCA na categoria Contos/Crônicas em 2013 e recebeu menção honrosa no Prêmio Casa de las Américas, de Cuba, em 2015. O romance Anatomia do Paraíso (2015) venceu o Prêmio Rio de Literatura e o Prêmio São Paulo de Literatura em 2016. Antonio foi publicado em espanhol (Caceres, Editorial Periférica), alemão (Berlim, Assoziation A), inglês (Nova York, New Directions) e italiano (Milão, Utopia). Não falei foi publicado em inglês (New Directions) e alemão (Assoziation A).
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