Como ler clássicos da literatura sem sofrer
Clássicos intimidam. Linguagem difícil, contexto histórico distante, narrativa lenta. Mas há estratégias que tornam essa leitura não só suportável, mas prazerosa. Guia prático para iniciantes.
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“O leitor encontrará neste livro a transcrição de três conversas com Félix Guattari. A primeira é de 1982, com Laymert Garcia dos Santos, feita durante um trajeto de carro no Brasil. As outras duas foram realizadas com Kuniichi Uno, uma em 1984, na casa de Guattari perto de La Borde, na França, e a última em Ikeburo, no Japão, em 1992, ano da morte desse inventor de conceitos selvagens, nas palavras de Gilles Deleuze. Por que reuni-las numa única edição? Porque são inéditas entre nós, todas elas. Porque nos divertiu imaginar uma publicação de conversas feitas nas duas extremidades do planeta, Brasil e Japão, dois lugares que ele frequentou com gosto. Porque quis a sorte que elas caíssem em nossas mãos mais ou menos ao mesmo tempo, quando tínhamos condições e o desejo de publicá-las. Porque foram feitas com interlocutores que conhecemos e que ainda hoje se inspiram em seu pensamento. E, finalmente, porque elas nos servem, não como objeto de curiosidade, mas como matéria de pensamento.” - Peter Pál Pelbart
Kuniichi Uno nasceu no Japão em 1948. Viveu vários anos na França, onde foi aluno de Deleuze e com quem fez uma tese sobre Antonin Artaud. Amigo de toda uma geração de dançarinos de butô, como Tatsumi Hijikata e Min Tanaka, Uno relacionou a pesquisa artística destes autores com a produção literária francesa de Artaud e Jean Genet, bem como com a filosofia de Deleuze. É autor de A gênese de um corpo desconhecido, publicado pela n-1 edições. Traduziu para o japonês obras fundamentais de Deleuze e Guattari, de Artaud e de Beckett. Desde 1993 é professor na Universidade de Rikkyo.
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