Pular para o conteúdo
Literatura Estrangeira

Gradiva

Uma Fantasia Pompeiana

1ª Edição - 2023128 páginas100/Cabeçaspt
Seja o primeiro a avaliar
Sua leitura no Lireo

Guarde este livro na sua estante

Crie uma conta gratuita e continue exatamente desta página.

Registre seu progresso de leitura
Descubra outros leitores do mesmo livro
Participe de clubes de leitura
Organize toda sua biblioteca

Sinopse

Imersão no universo do desejo, que se sobrepõe à realidade, construção de símbolos que ganham vida própria e a busca inconsciente por mitos subjacentes. Esses são alguns dos temas de Gradiva de Wilhelm Jensen, livro de impacto e narrativa singular, que inspirou nomes como Sigmund Freud, Carl G. Jung e André Breton a reelaborarem suas pesquisas no campo da psicanálise, simbolismo, arte e pensamento revolucionário. O enredo de Gradiva - uma fantasia pompeiana (1903), com tradução de Claudio Willer e Diogo Cardoso, gira em torno de uma viagem desencadeada a partir de um sonho e permeada por elementos oníricos. Gradiva é o nome de uma peça gravada em baixo-relevo e estudada pelo arqueólogo Norbert Hanold, que parte para Pompeia em busca dos vestígios da mulher que teria dado origem a esse objeto. Willer, que apresenta esta edição, destaca que “o sonho não-sonhado” de Jensen “entra na categoria das narrativas oníricas pela qualidade poética das descrições de recantos mediterrâneos. E também por inconsistências, ou ao menos pelo desprezo por algumas regras que norteiam a narrativa realista”. Ao trazer na narrativa as intersecções do inconsciente na realidade, a obra teve forte impacto nos estudos psicanalíticos. Apresentado à narrativa por Jung, Freud dedicou a ela o ensaio Delírio e sonhos na Gradiva de Jensen (1907). Além de impulsionar a repercussão da obra, o tratamento de Freud sobre esse texto, segundo Willer, tem como principal contribuição seu valor epistemológico, ao trabalhar o conceito de sobredeterminações. “O criador da psicanálise mostrou que tudo pode ser outra coisa; que todos os signos e coisas que aceitamos tem significados adicionais.” A recepção entre os surrealistas de Paris colocou Gradiva em outro patamar, relacionado às pesquisas do inconsciente na elaboração artística e na libertação humana, ao identificá-la com a categoria de acaso objetivo, “o que ocorre quando o desejo se sobrepõe à realidade, configurando-a”, destaca Willer. O conceito foi elaborado por Breton em 1932 em Les Vases communicants [Os vasos comunicantes]. O ensaio de Elvio Fernandes, que completa a edição, aponta Gradiva como uma ilustração das mais contundentes desse conceito, “a realização do desejo mais íntimo”, e destaca que a potência poética da narrativa “engendra leituras apaixonantes e apaixonadas, sobretudo no que diz respeito às suas relações com a psicanálise, as ciências ocultas, a mitologia e o surrealismo”. Tal foi a importância atribuída por André Breton à obra de Jensen, que o poeta deu o nome de Gradiva à galeria de arte que abriu em 1937, no número 31 da rue du Seine em Paris. Marcel Duchamp projetou a entrada principal da galeria com a forma de dois amantes que caminham abraçados. “Sobre a ponte que reconecta o sonho à realidade, ‘erguendo ligeiramente seu vestido com a mão esquerda’: GRADIVA. Nos confins da utopia e da verdade, isto é, no coração da vida: GRADIVA”, escreve Breton no texto de inauguração da galeria, também presente nesta edição. Para o jornalista e crítico cultural Bruno Yutaka Saito, que assina a orelha, com Breton, Duchamp e outros artistas ligados ao surrealismo, Gradiva “supera a patologia” que permeia a análise de Freud sobre a obra. “Mais do que título de livro e personagem do delírio de Hanold, Gradiva virou um símbolo cultural. Foram mais de dezoito séculos para que Hanold encontrasse sua paixão rediviva. E desde então já se passou pouco mais de um século para que Gradiva chegasse até nós.” É a Gradiva de Breton e dos surrealistas que a presente edição apresenta aos leitores, conforme destaca Marcus Rogério Salgado na quarta capa. “Acompanhemos, pois, nesta arqueologia do olhar desejante, Gradiva, aquela que avança, e todos que seguiram, desde então, em seu encalço: Freud, Breton, Max Ernst, Éluard, Dalí, André Masson e, é claro, o apaixonado sonhador Hanold. Diante de nossos olhos, eis Gradiva Rediviva.”

Sobre Wilhelm

Wilhelm Jensen (1837-1911) foi um escritor e poeta alemão. Possui uma vasta obra, com cerca de 150 livros publicados. A leitura psicanalítica de Sigmund Freud sobre Gradiva e posteriormente o interesse dos surrealistas sobre o livro trouxeram Jensen para o centro do debate literário, fomentando questões relativas às implicações do sonho na vida humana e sobre o acaso objetivo.

Detalhes do livro

Título
Gradiva
Autor
Wilhelm Jensen
Editora
100/Cabeças
Ano
2026
Páginas
128 páginas
Idioma
PT
ISBN-13
9786587451114
Edição
1ª Edição - 2023
Formato
Brochura

Literatura Estrangeira

Livros na mesma categoria

Blog Lireo

Dicas e recomendações para leitores

Soluções institucionais

Para escolas, universidades, autores e editoras