Parou de ler? Como retomar o hábito de leitura sem culpa
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O exército romano foi a maior máquina de combate do mundo antigo e a maior organização da Antiguidade Ocidental. O Império Romano dependia dos seus soldados não só para ganhar guerras, defender as fronteiras e controlar os mares, mas também para atuar como motor do Estado. Vindos de todas as partes e estratos sociais, estes soldados recolhiam impostos, eram polícias, engenheiros civis, e na reforma, caso sobrevivessem, eram artesãos, políticos e dignatários cívicos. Alguns até chegaram a ser imperadores. Em Gladius - a palavra latina para designar «espada» - Guy de la Bédoyère oferece uma impressionante recriação do que era ser um soldado, entre 264 a. C. e 337 d. C, nesta extraordinária força de combate que construiu o Império Romano. Recorrendo às palavras de famosos historiadores romanos, mas também dos próprios soldados, tal como ficaram registadas nas suas dedicatórias religiosas, lápides e mesmo cartas e grafitos privados - mais do que uma análise de táticas de guerra ou de uma história do exército -, o autor revela como estes soldados e as suas famílias viviam, quer estivessem estacionados numa guarnição de fronteira isolada, encarregados de guardar o imperador em Roma, a lutar em campos de batalha estrangeiros, a amotinarem-se por questões de salário, marchando em triunfo, a exercer a sua autoridade nas ruas da cidade ou a gozar de estima na sua honrosa reforma.
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