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Vida e Cultura no Ocidente, 1918-1938
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Do autor de Os anos vertiginosos , Fratura interpreta o impacto do período entreguerras na vida social e intelectual do Ocidente — as poucas décadas de paz que deram origem aos movimentos políticos e culturais que definiriam o século XX. Quando a Primeira Guerra Mundial terminou, em 1918, o Ocidente estava quebrado. A fé religiosa, o patriotismo e a crença no progresso humano foram postos em xeque pela carnificina em massa vivenciada pelos dois lados do Atlântico. Em choque e traumatizados, fomos obrigados a encarar um mundo que não mais reconhecíamos: a velha ordem havia colapsado, substituída pela era das máquinas. O mundo avançou sobre engrenagens e andaimes, e novas ideologias aterrorizantes surgiram dos destroços de velhas crenças. Em Fratura , o aclamado historiador Philipp Blom argumenta que, após esse grande conflito, nossas energias foram direcionadas para dentro, dando origem a aventuras hedonísticas, estéticas e intelectuais de autoconhecimento. Foi um período de amarga desilusão e progresso visionário. Do surrealismo à obra A decadência do Ocidente , de Oswald Spengler; de Metrópolis , de Fritz Lang, à física teórica; e do art déco ao jazz e à dança de Charleston, artistas, cientistas e filósofos se debateram com a questão de como viver e no que acreditar em uma era fraturada. Sintomas mórbidos emergiram simultaneamente: o progresso e a inovação se chocaram em toda parte com o racismo e a xenofobia crescentes. Os Estados Unidos fecharam suas fronteiras para os refugiados europeus e foram tomados pela pobreza desesperadora causada pela Grande Depressão. Em ambos os lados do Atlântico, eleitores desencantados recorreram ao fascismo, formando partidos políticos baseados na violência e na vingança que pressagiavam o horror de uma nova guerra. Recriando vividamente essa era de ambição, arte e inovação sem paralelos, Blom retrata as mudanças sísmicas que definiram o período entreguerras e continuam a moldar o nosso mundo até hoje.
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