Mangás e graphic novels: por onde começar e por que ler
Quadrinhos não são "coisa de criança". Mangás e graphic novels estão entre as formas narrativas mais inovadoras do século. Um guia para quem quer entrar nesse universo.
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Esta nova tradução de Safo, poetisa lírica grega dos séculos VII-VI a.C., apresenta, em edição bilíngue, a totalidade de seus poemas e fragmentos descobertos até hoje, que vão de textos completos a pedaços de poemas que restaram de antigos pergaminhos. Tal como nas estátuas ou vasos da Antiguidade que chegaram até nós, nestes poemas, a ruína é mais um elemento de sua beleza. A edição inclui ainda um estudo introdutório do tradutor Guilherme Gontijo Flores e uma série de aparatos críticos que fazem desta a edição mais completa e rigorosa de Safo já publicada no Brasil. Nascida na ilha grega de Lesbos, Safo viveu entre os séculos VII e VI a.C., e a qualidade de sua poesia, elaborada para o canto ao som da lira, fez com que o culto a seu nome permanecesse vivo até os dias de hoje. Como pouco se sabe sobre a vida da poeta, cada época projetou em sua figura suas próprias aspirações, de musa da poesia romântica a ícone do amor livre e da afirmação feminina. No período helenístico, quase trezentos anos após sua morte, sua obra foi recolhida e organizada em nove livros, cada um segundo uma métrica específica, pelos sábios da Biblioteca de Alexandria, e Safo foi incluída na plêiade dos maiores poetas líricos gregos. Entretanto, todos os livros se perderam, e a obra de Safo só sobreviveu por meio de pedaços de papiros e citações em tratados antigos, além de outros registros esparsos, tendo restado um único poema na íntegra, o chamado “Hino a Afrodite”. O presente volume, bilíngue, organizado, traduzido, apresentado e anotado por Guilherme Gontijo Flores, poeta, tradutor premiado e professor de Letras Clássicas da UFPR, reúne toda a produção de Safo que se conhece até hoje, incluindo um poema encontrado em 2004 e dois poemas recém-descobertos em 2014. Para isso, o tradutor realizou um trabalho inédito, compilando as contribuições dos maiores especialistas na autora grega, de modo a produzir o conjunto mais completo possível dos fragmentos sáficos — tudo isso aliado à recriação poética em alto nível de cada pequeno trecho que chegou até nós. O resultado, que incorpora até graficamente as lacunas e os silêncios desse corpus, oferece ao leitor uma visão renovada dessa que é talvez a maior poeta da Antiguidade.
Guilherme Gontijo Flores nasceu em Brasília, em 1984. É poeta, tradutor e professor de latim na Universidade Federal do Paraná. Publicou os livros de poesia brasa enganosa (Patuá, 2013), Tróiades (Patuá, 2015, site ), l’azur Blasé (Kotter/Ateliê, 2016), ADUMBRA (Contravento, 2016), Naharia (Kotter, 2017), carvão : : capim (Editora 34, 2018), avessa: áporo-antígona (Cultura e Barbárie/quaseditora, 2020) e Todos os nomes que talvez tivéssemos (Kotter/Patuá, 2020), além do romance História de Joia (Todavia, 2019). Como tradutor, publicou, entre outros: A anatomia da melancolia, de Robert Burton (4 vols., Editora UFPR, 2011-2013, vencedor dos prêmios APCA e Jabuti de tradução), Elegias de Sexto Propércio (Autêntica, 2014, vencedor do Prêmio Paulo Rónai de tradução, da Fundação Biblioteca Nacional), Fragmentos completos de Safo (Editora 34, 2017, vencedor do Prêmio APCA de tradução) e Epigramas de Calímaco (Autêntica, 2019). Foi um dos organizadores da antologia Por que calar nossos amores? Poesia homerótica latina (Autêntica, 2017). É coeditor do blog e revista escamandro: poesia tradução crítica (). Nos últimos anos vem trabalhando com tradução e performance de poesia antiga e participa do grupo Pecora Loca.
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