Como ler clássicos da literatura sem sofrer
Clássicos intimidam. Linguagem difícil, contexto histórico distante, narrativa lenta. Mas há estratégias que tornam essa leitura não só suportável, mas prazerosa. Guia prático para iniciantes.
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Neste livro, o filósofo brasileiro Mário Ferreira dos Santos apresenta o seu próprio Sócrates – Pitágoras de Melo – e o põe para dialogar com amigos a respeito dos problemas mais basilares da epistemologia e da metafísica: como o conhecimento é possível? Existem verdades objetivas? O que são os universais? Mas estas perguntas não surgem do nada. Assim como o Sócrates de Platão se opunha ao sofismo que corrompia Atenas, Pitágoras de Melo pretende refutar as “doutrinas negativistas” – como o ceticismo, o relativismo e o idealismo – que promovem na modernidade um niilismo destrutivo tal como fora profetizado por Nietzsche. Em lugar destas, ele defende um modo positivo de fazer filosofia, que seja atento à realidade e reconheça as contribuições já feitas por filósofos anteriores para o conhecimento dela.
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