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Cinema e Teatro

Feminino e Plural

Mulheres no Cinema Brasileiro

1ª Edição – 2017240 páginasPapiruspt
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Sinopse

Indicado ao PRÊMIO JABUTI 2018 - Artes Este livro nos mostra uma face oculta, o outro lado da lua no cinema brasileiro, uma história que, por décadas, foi contada na mão única do recorte dominante, deixando de lado a questão de gênero e, particularmente, a dimensão da participação feminina. Não seria a mulher o grande "outro" do cinema brasileiro, já que a questão da alteridade diferencial lhe parece intrínseca e irreconciliável? Certamente não se trata da única cissura, mas sua invisibilidade é escandalosa. O percurso que extraímos do conjunto de ensaios aqui reunidos é significativo. Levanta de modo frontal não só a presença, mas também o movimento de negação sublimadora da força criativa da mulher no cinema. Mostra que a postura de ignorância não pode mais se sustentar. Reflete a dificuldade de aceitar as especificidades de gênero e o fato de que a própria obliteração do recorte excludente é uma discriminação. Então, quando os portões se abrem e o fundo da sala é clareado, insuspeitas criaturas vêm à tona em atitude de poder, com suas imagens, seus filmes, as diversas facetas diferenciadas, as sensações e percepções próprias. Ao colocarmos o dedo na ferida do gênero, ainda mais dilatada quando atravessada pela questão racial, não é necessário esquecer outros continentes da alteridade, como a questão de classe, que certamente a ele vem agregar-se. Antes dissimuladas, agora políticas de exclusão e preconceito tornam-se evidentes, orientando para um só lado a recepção, ainda que involuntária, da realidade que nos cerca. O principal mérito do livro é, nesse sentido, evidenciar o reiterado desvio de rota, a banalidade do mal que cerca o "ver ignorando", a negação ao acesso. É algo que nos permeia como natural, sem que percebamos. São reveladores, nos levantamentos arqueológicos em torno do que sobreviveu, não só o registro, mas a obra que insiste. Resultado da vontade e da pulsão que conseguiu ultrapassar barreira fixando expressão – diferenciada ou não, pouco importa; o que conta é a dimensão de intervenção que o conjunto dos textos propõe, para além de seu movimento de resgate e reavaliação. Fernão Pessoa Ramos Coordenador da Coleção Campo Imagético

Sobre o autor

Karla Holanda (org.), doutora em Comunicação, é professora do curso de Cinema e Audiovisual da UFF. Desenvolve os projetos de pesquisa “Documentaristas brasileiras” e “Cartografia do documentário brasileiro”, banco de dados on-line, iniciado com a colaboração de alunos da UFJF, onde foi professora entre 2011 e 2017. É também cineasta, tendo dirigido, entre outros filmes, Kátia.

Detalhes do livro

Título
Feminino e Plural
Editora
Papirus
Ano
2026
Páginas
240 páginas
Idioma
PT
ISBN-13
9788544902653
Edição
1ª Edição – 2017
Formato
Brochura

Coleção

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