Por que alunos que leem mais vão melhor em todas as matérias
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Um clássico da não ficção brasileira lançado em 1982, Feliz ano velho marca a estreia de Marcelo Rubens Paiva na literatura e desde então vem conquistando gerações de leitores com sua prosa tocante e ao mesmo tempo irreverente. Essa edição comemorativa de 40 anos inclui caderno de fotos e apresentação de Maria Ribeiro. O romance autobiográfico sobre o acidente que colocou Marcelo Rubens Paiva em uma cadeira de rodas quando tinha vinte anos se tornou, rapidamente, sucesso de público e crítica — liderou por quatro anos a lista dos mais vendidos; ganhou versões, entre outros idiomas, em inglês, espanhol e tcheco; foi adaptado para o teatro e para o cinema; conquistou prêmios como o Jabuti; se tornou tema de inúmeros trabalhos e pesquisas nas universidades país afora. Porém, o que se revela mais importante é como até hoje não para de conquistar uma legião de leitores. Longe de ser o simples testemunho de uma experiência dolorosa, Feliz ano velho é o retrato geracional de uma juventude que, no final dos anos 1970, experimentava a abertura do governo militar e o sonho da redemocratização. O estilo de Marcelo, calcado num humor despretensioso e ao mesmo tempo mordaz, afasta a narrativa de qualquer pendor para o melodrama ou a autopiedade — pelo contrário, esse é um texto de enorme força que, passados quarenta anos, continua atual, vibrante e uma leitura indispensável.
MARCELO RUBENS PAIVA é escritor, dramaturgo e roteirista. Autor de uma extensa lista de romances, além de peças teatrais e roteiros para o cinema e a TV, recebeu prêmios importantes, como Jabuti, Prêmio Shell, Moinho Santista e da Academia Brasileira de Letras. Suas obras foram adaptadas para o cinema, teatro e séries de TV, e traduzidas para o inglês, espanhol, francês, italiano, alemão e tcheco. É autor, entre outros, dos romances Feliz Ano Velho (1982) — com mais e 1,5 milhão de exemplares vendidos —, Blecaute (1986), Ainda Estou Aqui (2015), Meninos em Fúria (2016), em parceria com Clemente Tadeu Nascimento e Do começo ao fim (2022). Em 2024, Ainda estou aqui ganhou adaptação para o cinema, com direção de Walter Salles, e foi vencedor do prêmio de melhor roteiro na 81ª edição do Festival de Veneza. É pai de Joaquim e Sebastião, e vive em São Paulo.
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