Distopias literárias: os livros que previram (e alertaram sobre) o futuro
De 1984 a Jogos Vorazes, a ficção distópica é o gênero que mais acerta sobre o futuro. Uma análise de como esses livros moldaram o debate político e social.
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Em geral, a noção de fator humano está associada a ideia de erro, falha cometida por operadores etc., como vemos nas análises de catástrofes industriais, acidentes com petroleiros ou aviões, bem como em processos em curso na Justiça ou nas "comissões de sindicância". Essa concepção apoia-se tanto em uma confiança absoluta na técnica quanto em certo desconhecimento das ciências humanas e do trabalho. Analisando os principais progressos que vêm sendo realizados nesse campo, o autor mostra que, na análise da complexidade humana e de seu comportamento no trabalho, não se podem esquecer aspectos de natureza ética e política, essenciais tanto para o respeito à condição humana quanto para o desenvolvimento da empresa. Christophe Dejours é doutor em medicina e psiquiatria, especialista em medicina do trabalho, ergonomista e diretor do Laboratório de Psicologia do Trabalho do Conservatório Nacional de Artes e Ofícios de Paris.
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