Poesia para quem nunca entendeu poesia: um guia sem pretensão
A maioria das pessoas acha que não entende poesia. Mas poesia não precisa ser entendida como uma equação, precisa ser sentida. Um guia honesto para quem quer dar uma chance ao gênero.
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Antes de ser uma ativista trans pelos direitos LGBTQIAP+ reconhecida em Nova York, Cecilia Gentili foi uma criança queer na pequena Gálvez, na Argentina dos anos 1970. Caçula de uma família desestruturada, forjou para si uma identidade — e uma vida — no bairro pobre em que vivia, vítima de diversos tipos de abuso dos adultos à sua volta. As oito cartas que compõem este livro são destinadas a pessoas decisivas dessa época — a mãe, a avó, o melhor amigo, a amante do pai, a filha do homem que a violentava. Em meio às faltas daqueles que deveriam protegê-la, Gentili escreve para todos, exceto para seu algoz. Com uma honestidade que dá espaço ao contraditório, ao atrevimento e ao bom humor, estas memórias ultrapassam a catarse pessoal e revelam uma escritora habilidosa que partiu de maneira precoce, deixando uma única obra literária.
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